Brasil está mais de 30 anos atrasado na garantia de saneamento básico à população

Data de publicação: 16 Out 2019



Plano Nacional previa universalização até 2033, mas falta de gestão, integração e investimentos públicos postergam serviços fundamentais, avalia Dieese




Ao menos 35 milhões de brasileiros vivem sem acesso à rede de abastecimento de água e 100 milhões sem coleta e tratamento de esgoto



O Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê a universalização da oferta de água potável e da coleta e tratamento de esgoto até 2033, está muito distante de ser atingido. O Brasil está mais de 30 anos atrasado em relação ao cumprimento das metas, apontam cálculos da entidade Trata Brasil. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Ao menos R$ 22 bilhões são necessários como investimento anual para atingir os compromissos firmados no plano, mas, o país investe valor inferior a R$ 10 bilhões, menos da metade da quantia necessária para que o saneamento básico seja estendido à toda população. Hoje, pelo menos 17%, ou 35 milhões de brasileiros, vivem sem acesso à rede de abastecimento de água, desassistência que aumenta em relação à coleta e tratamento de esgoto. Pelo 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esses serviços, ou seja, quase metade da população do país.

desigualdade cresce ainda mais em níveis geográficos. Enquanto que na região Sudeste quase 92% da população tem acesso à água potável, cerca de 79% do esgoto coletado e 51% dele tratado, na região Norte, a oferta de água chega a menos de 58% dos habitantes, onde ainda aproximadamente 10% do esgoto é coletado e somente 22% dele recebe tratamento. “Portanto, de todo o esgoto na região Norte, menos de 2% é tratado, ou seja, 98% dos esgotos são jogados em rios”, observa o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Clemente cita o descaso dos governos no cumprimento dos compromissos firmados. E, ao contrário do que defende a gestão de Jair Bolsonaro, que fala em privatizar as empresas do setor, o diretor técnico do Dieese cobra investimento público, como ocorre no Canadá, onde há a universalização. “É fundamentalmente ele que garante esse processo”, destaca.

A 14 anos do prazo para ampliação do tratamento de água e esgoto, somente 41% das cidades têm plano municipal de saneamento básico, como aponta o pacto nacional, o que reforça a afirmação do presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental (Abes), Roberval Tavares de Souza, à reportagem da Folha. “Em saneamento, estamos no século passado.”

“Estamos muito atrasados”, confirma Clemente. “O Plano Nacional de Saneamento Básico propunha e formulava toda uma estratégia para superarmos esse atraso de um século e, infelizmente, os governos federal, estadual e municipal, não têm cumprido a meta. Têm, pelo contrário, cortado de forma contínua os investimentos nesse quesito, que é o saneamento básico e o acesso à água potável. E isso tem retardado em mais de três décadas o acesso à universalização da oferta de água e tratamento de esgoto sanitário”, finaliza o diretor técnico do Dieese.


Ouça a entrevista completa:


 




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top