PB: Nova Central participou de audiência pública e sindicalistas repudiam privatizações anunciadas pelo governo federal

Data de publicação: 16 Set 2019



Na ocasião, os sindicalistas e lideranças de movimentos sindicais defenderam o fortalecimento das estatais, se colocaram contra as privatizações e defenderam a união de todas as categorias para pressionar a bancada federal paraibana a interceder contra as medidas do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).







A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado da Paraíba – NCST/PB, juntamente com os Sindicatos e funcionários dos Correios e Telégrafos; dos Ferroviários; a Empresa de Tecnologia e Informação da Previdência (Dataprev) e de Serviço Social de Processamento de Dados (Serpro) na Paraíba ocuparam a galeria e o plenário da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) no último dia (30) na tarde da última sexta-feira. O objetivo foi discutir a possibilidade de o Governo Federal privatizar 16 empresas estatais do País. A audiência pública foi proposta pelo vereador Marcos Henriques (PT/PB).
 
Na ocasião, os sindicalistas e lideranças de movimentos sindicais defenderam o fortalecimento das estatais, se colocaram contra as privatizações e defenderam a união de todas as categorias para pressionar a bancada federal paraibana a interceder contra as medidas do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
 
Em seu pronunciamento, Marcos Henriques lamentou que o Governo Federal tenha anunciado a privatização de um conjunto de 16 empresas estatais. No caso dos Correios, o petista destacou que a empresa teve um lucro líquido, em 2018, de R$ 160 milhões e está entre as que devem ser privatizadas. “Os Correios são uma estatal de grande importância econômica para o País”, ressaltou. Sobre a Companhia de Transportes Urbanos, ele classificou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) como sendo responsável pelo transporte da classe trabalhadora, muitas vezes, de baixa renda.
 
Marcos Henriques repudiou a atitude do presidente Bolsonaro de querer também privatizar empresas responsáveis pela segurança de dados estratégicos de vários setores do Governo, como o Serpro e a Dataprev, entre outros. Ao lembrar da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o parlamentar lamentou as privatizações de empresas na gestão tucana que, na sua concepção, causaram enormes prejuízos aos cofres públicos e à população brasileira.
 
Compuseram a mesa da audiência pública, além do vereador petista, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio; o presidente do Sindicato dos Ferroviários da Paraíba, José Cleofas; o secretário da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios no Brasil, José Rivaldo; o presidente do Sindicato dos Processadores de Dados da Paraíba, Ademir Diniz; a secretária estadual de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luzenira Linhares; e o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores da Paraíba (NCST/PB), Antônio Erivaldo Henrique de Sousa.
 
Tony Sérgio disse que momentos como o atual servem para desmistificar mentiras vinculadas nos meios de comunicação nacional sobre a atuação da empresa de Correios e Telégrafos. De acordo com ele, no Brasil, a estatal tem cerca de 100 mil trabalhadores, entrega 22 milhões de objetos diariamente, arrecada na casa dos bilhões de Reais e já repassou ao Governo Federal R$ 6 bilhões, nos últimos anos.
 
Para o sindicalista José Rivaldo, a população brasileira será a maior prejudicada com a privatização das estatais. “O povo é quem vai pagar a conta”, alertou. Ele informou que a empresa de Correios e Telégrafos está presente em todos os municípios do Brasil, visando a prestar um serviço de cunho social, ao atender os habitantes nos mais longínquos locais do País. “Com a privatização, quem adquirir as empresas só vai pensar no lucro e não nas pessoas”, advertiu o secretário.
 
O sindicalista José Cleofas lamentou, por sua vez, as privatizações que já ocorreram no País, a exemplo das companhias de trens urbanos, em vários governos, quando milhares de funcionários ficaram desempregados. Já o secretário Ademir Diniz considerou inadmissível a postura do Governo de Bolsonaro e fez um alerta para que toda a sociedade acorde e lute pelos seus direitos e benefícios conquistados ao longo de décadas. A representante da CUT, Luzenira Linhares, convocou a classe trabalhadora para reagir e defendeu que os sindicatos se unam para gerar ações com mais impacto na opinião pública.
 
Já o presidente da Nova Central Sindical na Paraíba, Antônio Erivaldo Henrique de Sousa, afirmou que as palavras do governo federal não merecem qualquer credito. “Quando o governo anunciou que a reforma trabalhista iria aumentar o número de postos de trabalho em 6 milhões de vagas, o que se observou foi o aumento do número de desempregados em mais de 13 milhões. Quando o governo diz que a Previdência Social está quebrada, é outra inverdade, o que se quer é promover o desmonte e entregar a previdência e as estatais brasileiras, a peço de banana, ao mercando especulativo e financeiro internacional. Para impedirmos tamanho retrocesso, precisamos buscar apoio das bancadas na Câmara e Senado Federal e mobilizarmos a sociedade e os trabalhadores urbanos e rurais. Torna-se determinante grandes manifestações com povo nas ruas e protestos contra a privatização”, reforçou Antônio Erivaldo.
 
Durante a audiência, o vereador Marcos Henriques abriu espaço para que alguns funcionários das empresas, que estavam no plenário e galerias, ocupassem a tribuna para falar sobre o assunto. Um deles foi o analista de Tecnologia da Informação (TI) da Dataprev, Judson Mesquita, que destacou o trabalho importante da instituição e revelou que a empresa chegou a ajudar o Governo Federal a economizar R$ 13 bilhões, nos últimos anos. Na sua opinião, as estatais devem e podem ser lucrativas, basta apenas o governo investir na sua estruturação e capacitação de servidores. O ex-diretor dos Correios na Paraíba e servidor aposentado, Antônio Trajano, ressaltou que a luta não é uma questão de partido nem de cor partidária, mas de vida e sobrevivência das famílias.
 

ENCAMINHAMENTOS
 

No final da audiência, os sindicatos e Marcos Henriques definiram a elaboração de um documento com vários pontos. Um deles é solicitar à bancada federal paraibana que interceda pelas categorias de trabalhadores junto ao Governo Federal. Outra demanda prevê a realização de uma sessão conjunta, entre os Poderes Legislativo Municipal de João Pessoa e Estadual da Paraíba, para tratar do assunto. Ficou acordado também que o parlamentar, na próxima sessão ordinária da Câmara, apresentará um Voto de Repúdio contra as privatizações previstas pelo Governo Federal.


 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa da NCST-PB com informações da Câmara Municipal de João Pessoa 

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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