NCST/DF realiza Congresso Distrital Ordinário e Eleições Sindicais

Data de publicação: 16 Ago 2019




A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Distrito Federal e Entorno – NCST/DF, realizou, nesta quinta-feira (15/08), seu 2º Congresso Distrital Ordinário e Eleições Sindicais, na sede nacional da NCST, em Brasília-DF. Por aclamação, a única chapa registada - por meio de consenso entre as entidades filiadas - foi eleita para o quadriênio 2019/2023. Na oportunidade, os participantes assistiram palestra com o tema “O Movimento Sindical e 4ª Revolução”, proferida pelo assessor legislativo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - Diap, André Santos. O secretário-geral da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, o procurador do Governo do Distrito Federal (GDF), Robson Teixeira - a convite da presidente da NCST/DF, Vera Leda - e a juíza aposentada do Tribunal Superior do Trabalho (TST) da 10° Região, Dra. Guilhermina Maria Vieira de Freitas, prestigiaram o evento.
 
O secretário-geral da NCST recepcionou as lideranças da NCST/DF, em substituição ao presidente da entidade, José Calixto Ramos, que não pode comparecer devido a compromissos médicos. Na oportunidade, Moacyr relacionou a crescente agenda de desafios do movimento sindical e destacou o papel do dirigente sindical.
 
“Nós, sindicalistas, somos movidos a desafios. Temos um enorme contingente de pessoas que depositaram confiança no nosso trabalho. Precisamos intensificar a unidade e alinhar esforços para fortalecer nossa articulação política e demais ações em prol da classe trabalhadora”, reforçou o secretário-geral da NCST em saudação aos participantes.

 



A líder sindical, Vera Leda Ferreira de Morais, conduziu as atividades e o processo eleitoral. Deferida por unanimidade, a chapa liderada pelo novo presidente da NCST/DF, José Marcus Monteiro de Oliveira, foi eleita pela unanimidade dos presentes.


 


 Já como novo presidente eleito, Monteiro elogiou o trabalho desenvolvido pela antiga diretoria executiva da NCST/DF e traçou caminhos e estratégias para a recém-eleita gestão.



 

“Nossa parceria com todas as entidades filiadas permanece. Precisamos ser protagonistas do nosso destino, do nosso movimento e da nossa causa: a defesa da classe trabalhadora. Precisamos revigorar o ânimo e o empoderamento da representação sindical. Por meio da mobilização nacional dos policiais civis, categoria a qual integro, conseguimos impedir parcela significativa de retrocessos da chamada reforma da Previdência. Fortalecendo nossa equipe e com foco nos nossos objetivos, lograremos êxito”, afirmou o novo presidente.





Representante do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Mauro Rogério, após breve saudação à nova diretoria da NCST/DF e Entorno, discursou em prol de uma atitude sindical proativa. 
 
“O instrumento mais poderoso na sociedade para as mudanças e mediações que necessitamos na busca pelo desenvolvimento, é a política. Precisamos, na exposição de nossas divergências, compreender a realidade e elaborar instrumentos que estejam à altura das necessidades coletivas. Em respeito ao legado Getulista, minha sugestão é que busquemos resgatar o protagonismo necessário à sociedade brasileira, sobretudo diante dos desafios internos e externos que acometem nossa sociedade e, em particular, a classe trabalhadora”, discursou Mauro.

 
Clique AQUI e acesse a relação da nova Diretoria Executiva da NCST/DF e Entorno
 

Palestra “O Movimento Sindical e 4ª Revolução”






O palestrante André Santos, assessor parlamentar do Diap, apresentou desafios da inserção social na lógica do desenvolvimento tecnológico da revolução industrial em curso. De acordo com Santos, a Índia já elaborou um estudo sobre trágicas convulsões sociais resultantes, apresentando espantosos 68% da mão de obra do país por fora do mercado de trabalho, em consequência das mudanças estruturais que já estão sendo implementadas.
 
“Uma máquina, em geral, realiza atividades equivalentes a 5 trabalhadores. Nesse contexto, representações sindicais estão bastante ameaçadas, sobretudo, no conjuntura de retirada de direitos trabalhistas e flexibilização das modalidades de contratação. O trabalho intermitente veio para substituir a lógica do emprego, com carga horária definida; para uma lógica do trabalho, pagamentos realizados para tarefas cada vez mais específicas e por um determinado - é limitado - período de tempo”, informou André.
 
O palestrante apresentou características da chamada “economia coletiva”. Tal modalidade de compartilhamento de serviços, remunerados ou voluntários, apresenta mecanismos que, como resultado, precarizam ainda mais as profissões das categorias do setor de serviços.
 
“Categorias do setor de transportes, vigilância e monitoramento estão especialmente vulneráveis a esse conjunto de mudanças. Sistemas tecnológicos sofisticados, cada vez mais disseminados, estão substituindo trabalhadores sempre na ótica de redução de custos, sem levar em conta as vantagens das especificidades da atividade laboral humana, além do impacto social de uma massa de trabalhadores contratados, formalmente, como empregados de um empreendimento ”, alertou Santos.




 
A palestra apresentou o persistente descolamento do Estado do exercício de suas prerrogativas na mediação das relações entre capital e trabalho.
 
“Os Sindicatos, nesse contexto, foram colocados para fora das discussões sobre o tema. Tudo gira em torno de atender os anseios  da empresa capitalista. As relações no âmbito da gestão das empresas estão cada dia mais individualistas, a representação coletiva vêm perdendo,  gradativamente, força diante da atual conjuntura econômica, política e cultural. Esses nós que atingem de morte o movimento sindical precisam ser desatados. Não discutir essas questões e elaborar estratégias para supera-las, é negligenciar nossas responsabilidades enquanto representantes da classe trabalhadora”, refletiu o palestrante.
 
André chamou atenção para o mecanismo político que, segundo ele,  está permitindo e forçando mudanças estruturais que estão antecipando a implementação de uma agenda política anti-trabalhista e anti-sindical: a Emenda Constitucional 95
 
“A luta para a derrubada dessa descabida e inconsequente emenda constitucional, deve ser foco das entidades sindicais diante da adversa conjuntura política/econômica que já apresenta consequências sociais absolutamente desastrosas para a classe trabalhadora”, recomendou André Santos.

 
Clique AQUI e baixe a apresentação da palestra “O Movimento Sindical e a 4ª Revolução”
 
 


Imprensa NCST
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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