Trabalhador gasta mais para adquirir cesta básica; salário mínimo compra menos

Data de publicação: 9 Ago 2019


Preços aumentam em 12 meses. Segundo Dieese, salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas corresponde a 4,15 vezes o valor oficial.



Em julho, preço da banana caiu na maioria das capitais, assim como tomate e feijão. Arroz e açúcar tiveram alta.



Os preços médios da cesta básica diminuíram, em julho, nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (6). As principais quedas foram registradas em Aracaju (-6,04%), Natal (-4,02%), Rio de Janeiro (-3,89%) e Recife (-3,81%). No ano e em 12 meses, a tendência é inversa. Em relação a 2018, o trabalhador precisa de jornada maior para adquirir os produtos e gasta mais, considerando o salário mínimo.

No período de janeiro a julho, houve queda apenas em Campo Grande (-0,66%). O Dieese apurou altas de 15,64% em Vitória, 11,90% em Recife, 11,69% em João Pessoa e 11,68% em Natal. No período acumulado em 12 meses, o preço da cesta básica subiu em todas as capitais, com destaque para Florianópolis (16,36%), Salvador (15,74%) e Brasília (15,10%). Em São Paulo, a alta foi de 12,74%.

No mês passado, a capital com cesta mais cara foi Porto Alegre: R$ 493,22. Em seguida, vêm São Paulo (R$ 493,16), Florianópolis (R$ 483,20) e Rio de Janeiro (R$ 479,28). Os menores valores, segundo o Dieese, foram apurados em Aracaju (R$ 359,95) e Salvador (R$ 372,25). Com base na cesta mais cara, o instituto calculou em R$ 4.143,55 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Isso equivale a 4,15 vezes o mínimo oficial, de R$ 998. A proporção era de 4,22 vezes em junho e de 3,85 vezes em julho do ano passado.

O tempo médio para adquirir os produtos da cesta foi calculado em 94 horas e 25 minutos. Menos do que no mês anterior (96 horas e 57 minutos) e mais do que há um ano (86 horas e 43 minutos). O trabalhador remunerado pelo mínimo comprometeu 46,65% de sua remuneração para comprar os produtos, ante 47,90% em junho e 42,84% um ano atrás.

De junho para julho, o Dieese registrou tendência de diminuição dos preços de feijão, tomate, banana e óleo de soja, enquanto o arroz agulhinha e o açúcar aumentaram na maior parte das capitais.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top