MA: Centrais sindicais se reúnem para discutir formato e proposições da Mesa de Negociação com o Governo do Maranhão

Data de publicação: 29 Jul 2019


Eloy Natan (CSP CONLUTAS), Aníbal Lins (NCST), Joel Nascimento (CTB-MA), Hilde Rocha (CTB-MA), Júlio Guterres (CTB) e Juscelina Vale (CUT) em reunião para tratar da Mesa Permamente de Negociação com o Governo do Maranhão.



As Centrais Sindicais no Maranhão se reuniram no dia 18 de julho, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Luís, para discutir a criação da Mesa Permanente de Negociação entre as entidades e o Governo do Maranhão, e que tem o objetivo de tratar das pautas de interesse dos trabalhadores. A constituição da Mesa de Negociação foi discutida durante reunião realizada no mês de junho, entre as sete Centrais Sindicais (NCST, CUT, CTB, CSP CONLUTAS, CSB, UGT e Força Sindical) e o governador do Maranhão Flávio Dino, no Palácio dos Leões.
 
No encontro promovido pelas entidades para discutir a formatação da Mesa Permanente de Negociação estiveram presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Sindical e Popular (CSP-CONLUTAS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
 
As sete Centrais Sindicais (NCST, CUT, CTB, CSP CONLUTAS, CSB, UGT e Força Sindical) constituem o Fórum Estadual das Centrais Sindicais.
 
O secretário-geral da CTB-MA, Júlio Guterres, entende que o diálogo entre as Centrais Sindicais e Governo do Estado é um ponto alto porque as entidades têm a intenção de tratar de vários temas com o executivo estadual que vão desde a relação do movimento sindical com o governo às discussões envolvendo todos os setores do serviço público.



Secretário-geral da CTB-MA, Júlio Guterres


“Pretendemos tratar de temas como desenvolvimento do Maranhão, em que áreas o Governo pode fazer investimentos para ajudar no desenvolvimento do Estado. Nós vamos abordar todos os problemas do serviço público desde reivindicações salariais, relações de trabalho, até relacionamento do serviço público com o governo. Inclusive vamos discutir e propor ao governo a definição de uma data base única para o serviço público no Maranhão. Trataremos ainda sobre política para pesca, desenvolvimento industrial e políticas públicas voltadas para a saúde educação”, disse Júlio Guterres.
 
Com a consolidação da Mesa de Negociação, as centrais sindicais têm a intenção, dentro do processo de discussão, de realizar seminários com o olhar dos trabalhadores no ponto de vista de desenvolvimento do estado para a geração de emprego e renda, ou seja, um desenvolvimento amplo com a participação dos trabalhadores.
 
“Além de discutir políticas públicas como educação e saúde, temos a intenção nessa mesa de negociação de mostrar que o movimento sindical, as sete centrais sindicais, tem contribuição a dar nesse debate quanto aos rumos do nosso estado, objetivando maior desenvolvimento pleno, desenvolvimento inclusivo, que possibilite que amplos setores da população participem do processo. Embora vivamos na quadra histórica de enorme dificuldade do ponto de vista democrático, a avaliação que nós temos é que quando o governador abre as portas do palácio para sentar e discutir com as centrais sindicais, ele demonstra um apreço ao processo democrático. O diálogo e a negociação são o melhor caminho para resolver toda e qualquer dificuldade que acaso surja”, destacou
 

Funcionamento da Mesa de Negociação

 
O formato da Mesa Permanente de Negociação será discutido com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep) e da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres). Durante reunião promovida pelas centrais sindicais, no dia 18 de julho, foi discutido o formato proposto pelo governo.
 
“Provavelmente na próxima semana sentaremos com o governo novamente e com essas duas secretarias para discutir a proposição que eles fizeram. Tem alguns parâmetros que nós vamos apresentar. Vamos deliberar com o governo esse formato e a partir daí definir um calendário de discussões. O próprio governador disse que mesmo com a sua agenda apertada, na medida do possível, vai participar das rodadas de conversa”, explicou o secretário-geral da CTB-MA, Júlio Guterres,
 
A periodicidade das reuniões entre a Mesa Permanente de Negociação e o Governo do Estado vai depender do formato a ser definido, mas o próprio governador sugeriu três encontros por ano, que será confirmado quando a mesa for formalmente definida. Contudo, de acordo com o assunto a ser debatido, também podem ser realizadas reuniões extraordinárias conforme necessidade.



Diretor nacional de Políticas Públicas da NCST, Aníbal Lins



O presidente do Sindjus-MA e diretor nacional de Políticas Públicas da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Aníbal Lins, defende que a Mesa Permanente de Negociação entre trabalhadores e governo é algo que interessa a todo movimento sindical maranhense.
 
“É uma iniciativa louvável por parte do Governo do Maranhão em se permitir sentar com quem está legitimado legalmente a conduzir a negociação coletiva em nome dos trabalhadores do setor público, privado e rural em nosso estado, que são as entidades sindicais que estarão representadas na mesa através das centrais sindicais. O Sindjus-MA tem interesse direto nisso porque será assegurada na mesa de negociação a participação das entidades sindicais do setor público para encaminhar pautas específicas do funcionalismo. O primeiro ponto de convergência de todos os sindicatos, e as centrais sindicais que tem atuação no setor público do Estado do Maranhão, é a defesa de uma data base única para a negociação coletiva a ser implementada entre as entidades sindicais do setor público e os poderes constituídos”, ressaltou Aníbal Lins.

 
Ponto de vista das Centrais Sindicais

 
A partir de hoje (26) e toda sexta-feira, o Sindjus-MA mostrará a visão de cada uma das centrais sindicais que integram a Mesa Permanente de Negociação com o Governo do Estado.
 
A primeira entidade a contribuir com seu posicionamento é a Central Sindical e Popular (CSP-CONLUTAS) por meio de seu representante Eloy Natan que também é presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão (Seeb-MA).
 



Fonte: Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão - Sindjus/MA, entidade filiada à NCST

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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