Sem investimento em parques industriais, governo Bolsonaro acelera o desemprego

Data de publicao: 17 Jun 2019


Ganho com especulação financeira, incentivado por falta de ação do Estado, desestimula retomada da indústria.



A cada ano a indústria perde importância, no Brasil. Na década 80, a participação industrial era de 30% do PIB e, atualmente, é de apenas 10,4%



O ganho com a especulação financeira, incentivado por falta de ação do governo Jair Bolsonaro, tem desestimulado retomada da indústria, estagnando a economia e a alta taxa de desemprego. A análise é de economistas que apontam para um cenário ainda pior com o governo Bolsonaro.

A cada ano a indústria perde importância, no Brasil. Na década de 1980, a participação industrial era de 30% do PIB e, atualmente, é de apenas 10,4%. De acordo com o professor de Economia Marcelo Manzano, boa parte da responsabilidade pela perda de importância da indústria nacional é dos chamados rentistas, que não investem diretamente na produção das indústrias, mas, sim, em papéis, como ações e empréstimos para o governo.

“Na medida em que os donos do capital e do dinheiro preferem esse tipo de investimento, eles deixam de apostar em projetos de expansão produtiva, em projetos industriais e de fortalecimento da indústria”, explicou Manzano, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, da TVT.

Em consequência da desindustrialização, cresceu o desemprego. De acordo com o IBGE, de 2013 a 2017, a indústria perdeu 15% dos postos de trabalho, causando o desemprego de 1,3 milhão de trabalhadores. Para o presidente do Instituto Trabalho indústria e Desenvolvimento (TID Brasil), Rafael Marques, a indústria é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. “A indústria sempre vai ser o principal indutor do desenvolvimento pelas conexões que ela tem para produzir. A indústria não é mais um conjunto de fábricas, ela dá ao país soberania e autonomia”, afirmou.

Para que o Brasil volte a se industrializar e criar empregos, a solução é o próprio governo investir em empresas, como a Petrobras e garanta dinheiro através de bancos públicos, afirmam os especialistas.

“Nós precisaríamos de umas sete estatais atuando em diferentes ramos de atividade cumprindo esse papel de holdingsprodutivas, arrastando o setor privado a partir da sua demanda. É fundamental o papel dos bancos públicos. Os bancos privados e o mercado de capitais não têm apetite e não querem correr o risco de investir em projetos industriais que levam tempo para maturar, numa economia com tanta incerteza e insegurança”, acrescenta o professor.

A pesquisa do IBGE mostra que o sudeste tem perdido empresas porque fecharam as portas ou vão para outras regiões. Para Rafael Marques, os seguidos governos do PSDB, em São Paulo, não fizeram nenhuma política industrial para o estado. “Não tiveram um programa que reconhecesse que a indústria paulista passa por uma crise. As empresas do interior têm se migrado para outros estados ou até fechado. São Paulo não as reconheceu”, disse Rafael.


Assista à reportagem do Seu Jornal, do TVT:









Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top