Presidente da NCST/DF denuncia estelionato eleitoral

Data de publicao: 26 Abr 2019




Com participação ativa nas reuniões semanais da Liderança da Minoria da Câmara dos Deputados, a presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores de Distrito Federal -  NCST/DF, Vera leda Ferreira de Morais, vem acompanhando a atividade parlamentar no Congresso Nacional com especial atenção à PEC 06/2019, a chamada “reforma” da Previdência. A líder sindical – figura contumaz nas Comissões Parlamentares e audiências públicas do Congresso Nacional -, revela-se decepcionada com o atropelo dos debates em torno do tema e desabafa: “A agenda em curso é contraditória à eleita pelas urnas. A continuidade das piores práticas da velha política revelam a face de um governo não está se comprometendo com a verdade, que se ajoelha ao mercado financeiro e que segue se incompatibilizando com as melhores experiências de boa gestão. Omitir dados que fundamentam a chamada ‘reforma’ da Previdência é um crime que fere de morte a Lei da Transparência e o Estado Democrático de Direito. Se tivéssemos parlamentares que se dessem o respeito, estes nem abririam discussão na CCJ sem antes ter acesso aos números do governo, é um acinte à luz do dia”.
 
Vera se diz otimista com o bom trabalho e articulação política desempenhada pela Liderança da Minoria, mas chama atenção para dois pontos que considera fundamentais para desconstruir a tentativa de desmonte do sistema previdenciário nacional: empenho para a derrubada do artigo que permite alterações em regimes previdenciários por fora da Constituição, por meio de uma simples lei ordinária; bem como a eliminação do artigo que prevê alteração do regime de repartição solidária para o de capitalização.
 
“Um absurdo o Executivo encaminhar uma proposta sem discussão nem mesmo com seus pares. Rechear o projeto de ‘bodes na sala’ com essas coisas que seriam obvias de não serem aprovadas na comissão, revelam uma estratégia de criar 'nuvem de fumaça' para as questões centrais. A capitalização e a desconstitucionalização da Previdência Social são de longe as maiores ameaças. Se retirarem todos os demais artigos e preservarem apenas esses dois; estará atingido o objetivo de aniquilar nosso sistema público de previdência. A meta do governo é fazer caixa para o pagamento de dívida para o sistema financeiro e romper em definitivo com o contrato social da Previdência, uma vez que o contribuinte jamais terá segurança de que, após o tempo de contribuição estabelecido na regra pactuada, poderá se aposentar. Novas alterações poderão ser feitas a todo o momento, de acordo com a vontade política e conveniência do governo de ocasião”, alertou.
 
A articulação política para derrubar a PEC 06/2019 na Comissão Especial, de acordo com a líder sindical, está interligada a uma “dependência umbilical” da intensificação das mobilizações de rua, nas grandes capitais, pequenos e médios municípios do país. “Nossas reuniões semanais com a Liderança da Minoria, concluíram a necessidade de reforçar a defesa de nossas narrativas nas mais diversas mídias; intensificar a mobilização nos aeroportos, principalmente o Aeroporto de Brasília nas terças e quartas-feiras; trabalho de aproximação e convencimento de parlamentares nos Estados, sobretudo os que possuem posicionamento ideológico alinhado ao governo; criar ambiente político propício a uma eventual greve geral, caso a ‘reforma’ continue avançando no Congresso; estimular a colaboração massiva , nas redes sociais, ao compartilhamento de conteúdos contrários ao desmonte da Previdência e; na articulação junto ao parlamento, o movimento sindical lotar o Congresso Nacional com pedidos de emendas para retardar o máximo o possível uma votação geral em plenário”, orientou a sindicalista.
 
A presidente da NCST/DF também manifestou indignação: “Os quase 60 milhões de eleitores, de todas as camadas sociais, especialmente o povo evangélico, sonha com um Brasil renovado. Não com um país renovado com seu povo esmagado”, concluiu.
 
 


Imprensa NCST
 


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