Queda no consumo e recuo da economia dão indicativos do governo Bolsonaro

Data de publicação: 17 Abr 2019


Compra de itens básicos dos brasileiros, em janeiro e fevereiro, sofreu a primeira retração para o período em cinco anos. Atividade econômica em baixa foi medida pelo Banco Central



Todos os itens da cesta de produtores dos brasileiros teve redução no consumo, incluindo papel higiênico



O consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza pelos brasileiros sofreu uma queda de 5,2%, entre janeiro e fevereiro deste ano, de acordo com dados da pesquisa da consultoria Kantar. O recuo na hora da compra de itens básicos é apontado como recorde, sendo a primeira retração para o período em cinco anos.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informa a queda, nesses dois primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, como resultado da pressão do aumento do desemprego e da inflação da comida, e do tombo na renda do brasileiro. De acordo com o IBGE, ao menos 13,1 milhões de pessoas estão desempregadas, enquanto, em março, a inflação geral em 12 meses chegou 4,58% e a inflação de alimentos e bebidas atingiu 6,73%. 

A pesquisa ainda apontou que, pela média histórica, desde 2014, esse foi também o primeiro ano que houve redução nas compras de todos os itens da cesta de produtos, inclusive os mais básicos e de difícil substituição, como papel higiênico e leite de caixinha. "Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões", afirma a diretora e responsável pela pesquisa da Kantar, Giovanna Fischer, sobre o retrato das compras de 55 milhões de domicílios ou 90% do potencial de consumo do país.

No entanto, apesar da representatividade em todos os setores e regiões, a classe C foi a que a mais recuou e, por concentrar a maior parte dessa população, o interior do estado de São Paulo registrou a maior queda no consumo (-10,3%), seguida pelas regiões Norte e Nordeste (-5,8%).


Uma piora em outros índices 


Houve uma queda também no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC), que caiu 0,73% em fevereiro, depois de já ter apresentado queda de 0,31% em janeiro. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, foi o "maior tombo mensal desde maio de 2018", quando o período foi marcado pelos efeitos da greve dos caminhoneiros. 

O IBC-Br é resultado do cálculo mensal dos indicadores de produção da agricultura,  indústria e serviços, e sinaliza um comportamento para o Produto Interno Bruto (PIB), que tem uma base de cálculo mais abrangente.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA




Fomte: Rede Brasil Atual - RBA
 


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