Dieese rebate argumentos de Paulo Guedes: ‘Pagamos juros escandalosos’

Data de publicação: 9 Abr 2019


Diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, avalia que gastos com dívida pública brasileira superam gastos sociais com a Previdência e rebate ministro da Economia, que alegou que custo com aposentadorias é 10 vezes maior do que despesas com educação





Na avaliação do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, não é contraditório que o Brasil gaste mais com a Previdência Social do que a com a educação, como afirmou nesta quarta-feira (3) na Comissão da Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o ministro da Economia, Paulo Guedes

“Contraditório é jogarmos uma despesa contra a outra”, rebate o diretor técnico em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual. Para reforçar sua defesa pela “reforma” da Previdência, o ministro chegou a afirmar que as aposentadorias representam um gasto na ordem de R$ 700 bilhões, enquanto a educação custaria R$ 70 bilhões. 

Ganz Lúcio contesta a fala de Guedes, lembrando da imposição da Emenda Constitucional (EC) 95 do Teto de Gastos, que pressiona o orçamento público, prejudicando principalmente a área da educação, além dos custos da dívida pública brasileira superior ao gasto total com a Previdência. 

“Pagamos juros escandalosos, altos, que, na verdade, significam uma brutal transferência de recursos públicos para aqueles que emprestam para o governo, que são os muito ricos e recebem muito da riqueza produzida pela sociedade, arrecadada como tributo e devolvida a título de juros”, destaca Ganz Lúcio, acrescentando que toda essa contribuição da sociedade deveria ser devolvida na forma de serviços públicos. 

“O que não faz sentido é arrochar e cortar os direitos como vem sendo feito de forma escandalosa por essa reforma da Previdência”, aponta.


Ouça a entrevista:


 







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Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 


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