Quem tem medo da Justiça do Trabalho?

Data de publicação: 18 Jan 2019




por Oswaldo Augusto de Barros



Justiça tem sido a palavra de ordem nos últimos anos. Os poderosos têm hoje o mesmo tratamento que os cidadãos comuns, pelo menos é isso que se percebe toda vez que se fala de “lava-jato”.

A corrupção que destrói os cofres públicos, não é diferente da que corrói os parcos vencimentos do trabalhador, que por motivos nada republicanos, retira dos mais fracos para enriquecimento dos poderosos.

Dois organismos estatais permeiam a mediação contra tais abusos, O Ministério do Trabalho e a Justiça do Trabalho. O primeiro, fatiado para dificultar ainda mais o seu funcionamento, estará alheio ou pouco aparelhado para uma operação de choque, quando necessário, afinal, Capital e Trabalho necessitam ações de coesão e não de divisão. O equilíbrio é o sinal convivência pacífica. 

Já a Justiça do Trabalho, com estrutura própria e independente, atua na análise técnica dos abusos de parte a parte, trazendo a chamada segurança jurídica para essa convivência pacífica.

A quem interessa toda essa desorganização na convivência Capital e Trabalho? Porque de uma hora para outra é o Trabalhador o culpado dos desmandos administrativos de empresários despreparados? Porque não se revoga a “Lei Áurea”? 

A extinção da Justiça do Trabalho em nada ajudará o país no seu crescimento, apenas criará uma insegurança para o empresariado que cumpre com suas obrigações funcionais, em concorrência com os aventureiros de plantão.

Além disso, acabar com a Justiça do Trabalho não é tão simples como faz parecer os pseudos escravocratas uma vez que a sua previsão é constitucional, tamanha a sua importância para a sociedade brasileira.

Ter medo da Justiça do Trabalho é confessar que seus desmandos administrativos estão sendo repassados aos seus colaboradores. 

Ter medo da Justiça do Trabalho é querer destruir o pouco que o Trabalho conseguiu conquistar ao longo dos últimos setenta anos. 

A setenta anos atrás, a Consolidação das Leis do Trabalho, hoje tida como envelhecida e a própria Justiça do Trabalho, precederam ao surgimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, éramos protagonistas. 

Hoje, busca-se uma fórmula de revogar a “Lei Áurea”.

O Fórum Sindical de Trabalhadores - FST conclama a participação de todos a ato em defesa da Justiça do Trabalho. Sua presença será a garantia de nossos direitos.



* Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC – FEPAAE - FST - NCST





Fonte: Fórum Sindical de Trabalhadores - FST


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top