Para Dieese, solução é mudar política de preços imposta à Petrobras

Data de publicação: 29 Maio 2018


Professor Fausto Augusto Junior, do Dieese, critica ociosidade das refinarias



O Brasil embarcou numa política errada e retrógrada no que diz respeito aos preços do petróleo e derivados. Essa opção, que vincula os preços nacionais ao padrão internacional - inclusive de países que não são produtores - eleva custos gerais da economia e enfraquece a Petrobras, e também outros segmentos da cadeia produtiva, como as refinarias.

Essa é uma das críticas da Nota Técnica 194, na qual o Dieese argumenta que a isenção de impostos é medida paliativa. “A solução, aponta a Nota, seria recuar da política de paridade internacional adotada pela gestão da Petrobras e aumentar a produção em refinarias próprias”. As reações estão por todos os cantos, como a greve nacional dos caminhoneiros, cujo centro é o combate ao preço abusivo do óleo diesel. Outro grito de alerta vem da (FUP) Federação Única dos Petroleiros, que marcou paralisação de 72 horas, a partir de quarta (30).

Impostos - Segundo o Dieese, os cortes na Cide, no PIS/Cofins ou no ICMS são paliativos. “Se não houver mudança na política do setor de petróleo que transforme, de forma estrutural, o padrão de preços adotado por Pedro Parente na estatal, o problema não será solucionado”, alerta a Nota.

Para o órgão, "nesse momento de baixa arrecadação e déficit público, em que o financiamento de políticas públicas já está comprometido, a solução via isenção de impostos compromete mais ainda a capacidade de ação do Estado".

O estudo mostra que a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias 16 vezes entre 22 de abril e 22 de maio. A gasolina subiu de R$ 1,74 para R$ 2,09 - aumento de 20%. Já o diesel foi de R$ 2,00 para R$ 2,37, ou seja, aumentou 18%. Mas a pancada nas bombas é maior: o preço médio do litro da gasolina subiu de R$ 3,40 para R$ 5,00, ou seja, 47%. O litro do diesel passou de R$ 2,89 para R$ 4,00, registrando alta de 38,4%.

Dieese - A Agência Sindical ouviu Fausto Augusto Júnior, coordenador de Educação e Comunicação do Dieese e também professor na Escola de Ciências do Trabalho do órgão. Ele observa: “As tarifas nesse setor devem estar ligadas ao projeto de crescimento e desenvolvimento”. O professor critica a ociosidade das refinarias, “que estão operando com 70% da capacidade, ou seja, com grande ociosidade”.

Para o técnico do Dieese, nem se trata de mudar essa política de uma hora pra outra, e sim de reverter sua mecânica. “Os preços do petróleo e derivados oscilam e até baixam, mas, quando retomam a alta, começam sempre num patamar mais alto”, chama atenção Fausto Júnior.

Instabilidade - A oscilação brusca de preços não é prática adotada no setor produtivo. O professor esclarece que, no segmento industrial, as condições e preços são fixados em prazos de dois a cinco anos, porque, ele reforça, isso dá segurança ao mercado e evita rupturas bruscas.

Leia AQUI a íntegra da Nota 194





Fonte: Agência Sindical 
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top