Denúncia: A história dos trabalhadores se deteriora em galpão do Ministério do Trabalho

Data de publicação: 29 Set 2017



Em processo acelerado de desmonte e precarização, o Ministério do Trabalho negligencia em guardar documentos oriundos das Delegacias Regionais do Trabalho da época da Ditadura.

São centenas de caixas com papéis que vão desde regularização de CIPAS, até documentos “secretos” elaborados pelas DSIs, (Divisão de Segurança e Informação), braços direitos da repressão que, em conluio com o delegado regional do trabalho, vigiava o movimento sindical e a organização dos trabalhadores durante a ditadura civil-militar, de 1964 a 1985 (clique AQUI e saiba mais sobre o descaso com documentos de relevância histórica).
 
O fato foi constatado pelo grupo de pesquisadores do Grupo de Trabalho da Comissão da Verdade do Ministério do Trabalho, que foi instalado, a pedido das Centrais Sindicais, para investigar as intervenções em sindicatos pelo regime militar.



 
Ao chegar em um galpão anexo do Museu e Centro de Referência do Trabalhador Leonel Brizola, localizado no SAI – Brasília - DF, o grupo se deparou com uma montanha de caixas em processo de degradação, expostas à umidade e outros agentes de deterioração. Foram alertados inclusive do perigo de serem atacados por animais peçonhentos, como escorpião, muito comum no local.
 
Apesar das dificuldades de pesquisa, já foi possível assim mesmo coletar alguns documentos que mostram como o Ministério do Trabalho em diversos momentos da história brasileira, nos diversos governos, a continuidade da vigilância e controle sobre as entidades de trabalhadores e a relação intima para perseguir lideranças.
 
O direito à memória e à verdade como fator essencial ao processo de democratização do país, após o período ditatorial deve ser assegurado aos trabalhadores, que tiveram lideres presos, torturados e até assassinados e também tiveram suas entidades assaltadas pelos militares, a mando do capital, que dilapidou o patrimônio físico e histórico da classe trabalhadora, causando décadas de atraso na sua organização.



 
Guardar os documentos em plenas condições de serem manuseados pelos pesquisadores é obrigação do Estado brasileiro, na figura do Ministério do Trabalho, portanto a Nova Central exige do atual Ministro que dê total apoio às investigações, dando suporte logístico ao GT, oferecendo equipe de pessoas que possa deslocar as caixas de papéis a fim de higienizá-las, catalogá-las e posteriormente pesquisá-las.
 
É o mínimo que pode fazer um ministério que outrora não muito distante esteve a serviço dos patrões, perseguindo trabalhadores, sem ao menos se preocupar se seus destinos eram o cárcere ou o cemitério ou ainda, decretando intervenções em sindicatos colocando agentes patronais para acabar com capacidade dos trabalhadores de lutarem por seus direitos, tentando assim apagar a sua história.





Fonte: Comisão da Verdade 
 


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