Dia Internacional da Mulher e sua ligação com o sindicalismo

Data de publicação: 17 Mar 2014

Em razão de tantos meios de discriminação, que as mulheres se organizaram para exigir maior respeito aos seus direitos, ao seu trabalho e à sua vida que surgiu o “Dia Internacional da Mulher- comemorado no dia 8 de março. A data é uma homenagem a operárias que morreram carbonizadas enquanto protestavam em uma fábrica dos Estado Unidos.  

Não é de hoje que o preconceito se estabelece com o um marco presente na rotina das sociedades e, neste contexto, potencializado pela cultura patriarcal, as mulheres acabaram por sofrer duras consequências e grandes perdas.   No decorrer de sucessivos períodos históricos, elas prosseguiram sendo subjugadas as vontades dos homens, trabalhando como serviçais, recebendo pouco ou nada pelo trabalho realizado. Tal situação impossibilitava sua independência financeira e não permitia, nem mesmo, o sustento das necessidades básicas de suas famílias.

A história do surgimento do Dia Internacional da Mulher  Operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque paralisaram suas atividades no dia 8 de março de 1857. Mobilizadas, as trabalhadoras ocuparam a fábrica e iniciaram uma reivindicação por melhores condições de trabalho, na pauta: equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de tarefa), redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
 
A manifestação, reprimida “violentamente”, desencadeou o aprisionamento das trabalhadoras no interior da fábrica, que foi incendiada. Num ato totalmente desumano, cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas.   Numa conferência na Dinamarca, 53 anos após o fatídico acontecimento na fábrica de tecidos de Nova Iorque, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às tecelãs que morreram na fábrica em 1857. Somente no ano de 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data através de um decreto.   A data se tornou um marco não apenas para comemorações.

O principal objetivo era a promoção de conferências, reuniões e debates com a missão de discutir o papel da mulher na sociedade contemporânea. O esforço prosseguiu na maioria dos países no sentido de reduzir e, quem sabe um dia, neutralizar o preconceito e a desvalorização da mulher. Porém, até mesmo nos dias atuais, as mulheres ainda sofrem com a violência masculina, jornada excessiva de trabalho (muitas vezes somadas a atividades domésticas), desvantagem na carreira profissional e baixos salários. As inegáveis conquistas aumentam a percepção de que ainda há muito que se fazer em prol da igualdade de gêneros.  

No Brasil, uma das maiores conquistas das mulheres ocorreu no dia 24 de fevereiro de 1932, data na qual foi instituído o direito feminino ao voto. Na mesma data, as mulheres conquistaram o direito de votar e serem votadas em cargos eletivos, tanto no executivo, quanto no legislativo.  

Cronologia das conquistas femininas na história:

 - 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - no Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.
- 1870 - na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, em nome de sua diretoria, deseja a todas as mulheres lutadoras que contribuem para o progresso deste país (e dos demais), que marcam histórias e fazem dos sonhos realidade, um Feliz Dia Internacional da Mulher.  

“A todas as mães, irmãs, tias, filhas, netas, primas, amigas e colegas toda a consideração e respeito da CSPB nesta data especial, hoje e sempre”. Destaca João Domingos.  

Fonte: SECOM/CSPB 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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