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ACIDENTES DE TRABALHO

Data de publicao: 29 Abr 2013



Dia 28 de Abril, Dia Mundial em Memória das Vitimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, data instituída por sindicatos canadenses devido a morte de 78 trabalhadores nos Estados Unidos em uma mina no estado da Virgínia em 1969. O Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho foi promulgado no Brasil, através da Lei nº 11.121, em maio de 2005.

No mundo, entre 2003 e 2008 - 2,02 milhões de trabalhadores perderam a vida por enfermidades mortais relacionadas com o trabalho. São 6.300 mortes diárias no mundo, conforme dados apresentados pela OIT Organização Internacional do Trabalho, no XIX Congresso de Saúde e Segurança do Trabalho realizado no ano passado Istambul – Turquia.

No Brasil, foram registrados no INSS, cerca de 711 mil acidentes de trabalho durante o ano de 2011, o equivalente a 82 acidentes por hora, sendo que os acidentes típicos representaram 59% e os de trajeto 14%, e as doenças de trabalho 2%, (somente com CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho).

Anuário Estatístico da Previdência Social - 2011

MOTORISTAS

Esses acidentes ocasionaram 2.884 mortes, entorno de 1 morte a cada 3 horas, sendo a profissão de motoristas a ocupação com o maior índice de mortalidade, com 2.600 mortes entre os anos de 2005 a 2011, apenas para os motoristas do setor de cargas com Comunicado de Acidente de Trabalho.

Anuário Estatístico da Previdência Social – 2011

Em 2011 foram 441 mortes de motoristas do setor de cargas entre os 2.884 óbitos por acidente de trabalho comunicados.

Levantamentos constatados pelo Grupo Especial de Fiscalização do Transporte de Cargas (GETRAC), do Ministério do Trabalho e Emprego, constataram que entre 2011 e 2012, os acidentes registrados no INSS, somente do setor formal (trabalhadores com vínculo empregatício), 836 motoristas perderam suas vidas, sendo a categoria com o maior índice de mortalidade, vindo a seguir os serventes de obra com 284, os alimentadores de linha de montagem, com 152, pedreiros com 133 e vigilantes com 122 mortes.

NOVA CENTRAL E A SEGURANÇA E A SAÚDE DO TRABALHADOR

Com alto índice, acima do aceitável, levou a Nova Central a aprovar entre suas prioridades, a questão da segurança e saúde do trabalhador e da trabalhadora. “É preciso atuar vigorosamente para mudar essa situação, tanto nos casos de acidentes no local de trabalho, como no trajeto”, declarou o presidente José Calixto Ramos.

Nosso objetivo é de fortalecer uma ação global, criando uma cultura preventiva que resulte em um futuro com trabalhadores mais seguros e saudáveis.

A NCST tem participado em seus oito anos de existência de diversas ações propositivas no sentido de uma melhor condição de trabalho, discutindo as causas dos acidentes de trabalho e não só as consequências.

No campo institucional, estamos participando dos diversos fóruns de discussão sobre as condições de trabalho e de saúde da população de um modo em geral, como do Fórum Nacional de Segurança e Saúde das Centrais Sindicais, da Comissão Tripartite de Saúde e Segurança do Trabalho, Comissão Tripartite Paritária Permanente – CTPP, que discute as Normas Regulamentadoras do Trabalho e diversos Grupos de Trabalho sobre a segurança no trabalho.

Destacamos ainda, a participação na elaboração e aprovação da “Política Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho”, do Nexo Técnico Epidemiológico e Fator Acidentário de Prevenção e nas ações dos Convênios do DIEESE, com a Agência Nacional de Saúde – ANS e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, bem como a participação no Conselho Nacional de Saúde.

E por fim, conforme acordado e aprovado pelo Presidente Calixto, estaremos realizando uma reunião de trabalho, ainda no segundo semestre com dirigentes e membros dos diversos conselhos e fóruns de discussão, no sentido de unificação de nossas pautas e ações conjuntas em defesa da segurança e saúde do trabalhador.

Luis Antonio Festino
Diretor de Assuntos Trabalhistas, de Segurança e Saúde no Trabalho
[email protected][email protected]
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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