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Câmara aprova texto-base da PEC do fim da escala 6x1 e Centrais celebram avanço histórico

27 Maio 2026

Foto: Vinicius Loures - Agência Câmara dos Deputados

A aprovação do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, nesta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, foi recebida pelas Centrais Sindicais como uma importante vitória para a classe trabalhadora brasileira. O texto aprovado prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da ampliação do descanso semanal, com a garantia de duas folgas, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

O parecer do deputado federal Léo Prates foi aprovado por 34 votos favoráveis e quatro contrários.

A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) destaca que a medida representa um passo histórico na luta por melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e valorização humana. Para a entidade, a redução da jornada sem redução salarial é uma pauta construída há décadas pelo movimento sindical e dialoga diretamente com a necessidade de combater o adoecimento físico e mental causado pela sobrecarga de trabalho.

A presidente da NCST, Sônia Zerino, ressaltou o empenho das Centrais Sindicais na mobilização em defesa da proposta e afirmou que a aprovação simboliza a força da organização coletiva dos trabalhadores.
Sônia Zerino ao lado da deputada federal Erika Hilton na celebração do avanço da PEC do fim da escala 6x1
Segundo ela, a redução da jornada significa mais tempo para convivência familiar, descanso, qualificação profissional e lazer, além de contribuir para a geração de empregos e para relações de trabalho mais equilibradas e humanas.
Sônia Zerino ao lado dos deputados federais Alencar Santana e Reginaldo Lopes.

O texto aprovado prevê uma transição gradual para a implementação das mudanças. Dois meses após a promulgação da PEC, haverá uma redução inicial de duas horas na jornada semanal. A adequação completa para 40 horas deverá ocorrer no prazo de até 14 meses.

O debate em torno da proposta reuniu diferentes iniciativas parlamentares construídas com apoio do movimento sindical e de entidades representativas dos trabalhadores. A aprovação do texto reforça a pressão popular e sindical pela modernização das relações de trabalho no país, colocando no centro da discussão temas como dignidade, saúde do trabalhador e distribuição mais justa do tempo e da renda.

Agora, a PEC segue para votação no plenário da Câmara, onde precisará do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos para continuar tramitando. Para as Centrais Sindicais, a mobilização seguirá intensa nas próximas etapas, com o objetivo de garantir a aprovação definitiva de uma medida considerada histórica para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
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