Neste dia em que celebramos a conquista do voto feminino no Brasil, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) reafirma a importância histórica dessa vitória para a democracia. O voto feminino foi resultado da mobilização do movimento sufragista, ligado ao feminismo, que defendia o direito das mulheres à cidadania plena e à participação na escolha de seus representantes. No Brasil, esse direito foi oficialmente garantido durante o governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto nº 21.076, que instituiu o Código Eleitoral de 1932 e assegurou às mulheres o direito de votar e serem votadas.
Esse avanço representou a ruptura com uma estrutura política que excluía metade da população do processo democrático. Desde então, as mulheres passaram a ocupar, ainda que de maneira gradual e desigual, espaços na vida pública e institucional do país.
Apesar das conquistas, os desafios persistem. As mulheres ainda recebem, em média, cerca de 20% a menos que os homens no mercado de trabalho e seguem sub-representadas nos espaços de poder. No Congresso Nacional, embora representem mais de 50% da população brasileira, ocupam pouco mais de 18% das cadeiras, evidenciando essa desigualdade na representação política. Também enfrentam índices alarmantes de violência, o que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e de uma atuação permanente em defesa de seus direitos.
A NCST segue firme na luta pela igualdade salarial, pelo combate à violência contra a mulher, pela valorização do trabalho feminino e pelo fortalecimento da participação das mulheres nas instâncias sindicais e políticas.
A conquista do voto foi um marco histórico fundamental, mas a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária exige mobilização contínua e compromisso coletivo.
Viva o poder feminino!