::: NCST - NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES :::

Sônia Zerino manifesta apoio à mobilização dos policiais civis da Paraíba

10 Fev 2026



O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba (SINDSPOL-PB) agradeceu publicamente o apoio e a solidariedade da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) à mobilização dos policiais civis paraibanos, que ocorre em todo o estado em defesa da valorização profissional e de salários dignos.

A categoria reivindica o fim do que classifica como um histórico de desvalorização. Mesmo sendo reconhecida como uma das três melhores polícias civis do país, a Polícia Civil da Paraíba afirma receber, atualmente, o pior salário do Brasil. “A Polícia Civil da Paraíba não aceita mais continuar nessa condição”, destaca o presidente do SINDSPOL e presidente da NCST-PB, Antônio Erivaldo Henrique de Sousa

A presidente nacional da NCST, Sônia Zerino, manifestou total solidariedade aos policiais civis e apoio às ações do SINDSPOL-PB. Segundo ela, a categoria enfrenta mais uma vez o descaso do governo estadual diante da negativa de reajuste salarial.
 
“É inadmissível que profissionais essenciais à segurança pública, que arriscam diariamente suas vidas em defesa da sociedade, continuem sendo desvalorizados, recebendo o pior salário entre as forças de segurança do estado”, afirmou. A dirigente reforçou ainda que a NCST seguirá ao lado do sindicato e da categoria na luta por respeito, valorização e salários dignos.

CLIQUE ABAIXO E ASSISTA A ÍNTEGRA DO PRONUNCIAMENTO DE APOIO 





Carta aberta à sociedade paraibana

Em carta aberta à sociedade paraibana, o SINDSPOL-PB critica a política salarial adotada pelo governo estadual e questiona a Medida Provisória nº 355/2026. Segundo o sindicato, a medida não reflete os acordos firmados em reuniões de negociação realizadas na Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB), nem o que teria sido anunciado publicamente pelo governador.

De acordo com o documento, enquanto delegados de polícia receberam reajustes que elevam os salários iniciais para R$ 18.102,61 e os finais de carreira para R$ 26.542,36, a chamada categoria investigativa — também de nível superior — passou a receber valores que variam de R$ 6.162,84 no início da carreira a R$ 8.804,16 no final, conforme a MP publicada no Diário Oficial do Estado.

O sindicato afirma que, durante as negociações, ficou acordado que o reajuste da categoria investigativa teria percentual maior, justamente para reduzir a grande disparidade salarial em relação aos delegados. Esse compromisso, segundo o SINDSPOL-PB, foi inclusive anunciado pelo governador em pronunciamento à imprensa no dia 3 de fevereiro de 2026.

Reivindicações da categoria

Com a aplicação do reajuste anunciado, a categoria investigativa afirma que, além de manter o pior salário do Brasil, passará a receber o menor salário entre todas as forças de segurança da Paraíba. Para o sindicato, a situação representa enganação, discriminação e desrespeito aos trabalhadores e trabalhadoras da Polícia Civil.

Entre as principais reivindicações estão:

remuneração equivalente a 2/3 do salário dos delegados, direito que, segundo o sindicato, vigorou por mais de duas décadas;
aposentadoria com paridade e integralidade para ativos, inativos e pensionistas;
garantia de que não haja retirada de direitos.

Ao final da carta, o SINDSPOL-PB reforça o compromisso com a mobilização e destaca: “Não à violência contra a Polícia Civil. Nenhum direito a menos. SINDSPOL-PB na luta”.
    Copyright � 2021 NCST | Desenvolvimento: Techblu.com