As centrais sindicais reunidas no Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal assumiram um compromisso histórico em defesa do trabalho decente, da justiça social e da proteção da floresta. A Carta de Compromisso, construída coletivamente e lançada durante a COP 30, afirma que não há sustentabilidade possível sem garantir direitos, renda e participação política ao povo amazônia.
O documento parte do reconhecimento da urgência amazônica: desigualdades profundas, informalidade predominante, ausência do Estado nas regiões mais vulneráveis, impacto direto da crise climática e precarização acelerada das relações de trabalho. Por isso, as centrais consolidaram uma agenda comum que coloca o trabalho no centro das políticas ambientais e climáticas, defendendo mesas permanentes de diálogo, fiscalização efetiva e presença sindical em todas as decisões que afetam o território.
O compromisso também reafirma que o desenvolvimento da região precisa respeitar a cultura local, fortalecer a agricultura familiar, valorizar os saberes tradicionais e impulsionar as cadeias produtivas da sociobiodiversidade. As centrais defendem ainda uma transição justa, com qualificação profissional financiada por recursos climáticos, inclusão dos trabalhadores na transição energética e criação de um salário mínimo regional que reflita o custo real de vida.
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A carta destaca o papel essencial das mulheres amazônidas, garantindo protagonismo nos espaços de decisão, igualdade salarial, estruturas de acolhimento e políticas de conciliação entre trabalho e família. Além disso, reivindica uma infraestrutura planejada com responsabilidade socioambiental e participação social — da manutenção de rodovias estratégicas à expansão de energias renováveis.
Entre as decisões mais importantes, as centrais fundaram o Conselho Sindical Econômico da Amazônia Legal, organismo permanente de articulação, análise técnica e monitoramento das políticas econômicas, ambientais e trabalhistas que impactam a região.
O compromisso inclui ainda a defesa de uma Reforma Tributária Trabalhista justa, que reduza desigualdades e fortaleça a proteção social, além de uma moção de repúdio à Reforma Administrativa por aprofundar desigualdades e precarizar serviços essenciais.
Ao final, as centrais enviam uma mensagem clara ao Brasil e ao mundo: a emergência climática é também uma emergência trabalhista. A floresta só permanecerá de pé se o povo da Amazônia também permanecer — com direitos garantidos, renda digna, proteção social e sindicatos fortes.
CLIQUE AQUI E ACESSE A ÍNTEGRA DA CARTA DE COMPROMISSO DO FÓRUM DE UNIDADE SINDICAL DA AMAZÔNIA LEGAL (
https://www.ncst.org.br/images_news/files/02CARTA%20DE%20COMPROMISSO.pdf )