Representando o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Auersvald, e toda a delegação da entidade, o diretor de Relações Internacionais, Denilson Pestana, participou na COP 30, em Belém (PA), como debatedor no painel “Mudança Climática, Estresse Térmico e Impactos na Saúde e Segurança no Trabalho”.
Durante sua intervenção, Pestana ressaltou que não é possível falar em transição justa enquanto persistirem profundas desigualdades entre capital e trabalho — especialmente no financiamento das entidades sindicais. Ele destacou a necessidade de coragem para enfrentar o atual modelo do Sistema S e defender a paridade tanto na participação quanto na distribuição de recursos.
“Há uma disparidade muito grande de forças. São milhões e milhões de reais depositados na conta do Sistema S para fazer política. Nós temos que ter claro que a democracia é a nossa grande bandeira de luta”, afirmou.
Ao relacionar os desafios climáticos à realidade laboral, Pestana alertou que o agravamento do estresse térmico e demais efeitos da mudança do clima afetam diretamente a saúde, a segurança e a produtividade dos trabalhadores, e reforçou que políticas climáticas só serão efetivas se levarem em conta a proteção social e a valorização do trabalho.
O dirigente também apontou que a preparação para as eleições de 2026 será uma das principais tarefas do movimento sindical. Para ele, é fundamental reduzir a influência do setor empresarial e de grupos extremistas no Congresso Nacional, elegendo parlamentares comprometidos com a agenda trabalhista, com a defesa do país e com o fortalecimento da democracia.
Pestana ainda destacou a importância de garantir a continuidade do projeto político liderado pelo presidente Lula, defendendo sua reeleição como parte essencial para avançar em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social, ao trabalho decente e à proteção ambiental.
Denilson reforçou que o debate promovido no painel é apenas o começo: "A NCST seguirá vigilante quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos por governos e estados, assegurando que a pauta aprovada pelos trabalhadores e pelas centrais sindicais permaneça no centro das políticas de transição justa e sustentável".