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Em São Paulo, Porreta nega disputa sindical e cobra ações contra ataques a ônibus

21 Jul 2025



Em entrevista ao Jornal da Band, nesta última quarta-feira (16), o secretário de Organização e Relações do Trabalho, Juventude e Pessoas com Deficiência do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SMTTRUSP) e secretário de Comunicação Social da Nova Central São Paulo (NCST-SP), Nailton Francisco de Souza (Porreta), praticamente descartou ao jornalista Rodrigo Hidalgo, que os ataques aos ônibus tenham relação com “disputa política pelo poder na entidade”.

“Esta história de relação dos ataques com disputa pelo poder no Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo é descabida. A eleição que ocorreu em 2023 está judicializada, e aguarda parecer da Justiça. Portanto, não há motivo para este tipo de movimento irresponsável na cidade”, afirmou Nailton.

Que citou o bom momento da direção da entidade, liderada pelo presidente Valdemir dos Santos Soares (Moleque), que recentemente aprovou em assembleia da categoria uma das Campanha Salariais mais vitoriosas dos últimos 20 anos, com conquistas inéditas como VR – Vale Refeição nas férias, Aumento Real de 5% mais 5,32% de reposição da inflação.

“Trabalhamos intensamente para garantir conquistas, sempre em diálogo com os agentes públicos municipais. Nosso objetivo é batalhar pelo bem dos nossos representados e da sociedade. É um compromisso que marca nossa trajetória no comando administrativo e político do maior e mais importante sindicato do seguimento da América Latina”, ressaltou.

Para o diretor, lamentavelmente, a Polícia Civil cria uma narrativa sem nexo, ao citar “possível disputa no Sindicato”, quando os ataques a ônibus se espalham de forma descontrolada Estado afora: Santos, Osasco, Itapecerica da Serra, Diadema, São Bernardo, Santo André, dentre outras cidades, já tiveram ônibus alvejados sem respostas.

A entidade, inclusive, dias atrás publicou nota à imprensa e à sociedade “repudiando as declarações do investigador de polícia Fernando Santiago, “que de forma inadequada, criou narrativa incoerente, num contexto de caos social, não apenas na cidade de São Paulo, mas em cidades da Região Metropolitana, Interior e Baixada Santista”.

Na entrevista, reiterou críticas às forças de segurança pela morosidade nos trabalhos de investigação e ações ostensivas no enfrentamento, que estão permitindo a série de ataques a operadores e passageiros. “O clima é de terrorismo, todos estão com medo. Quando não se elucida os casos, o crime continuado abre espaço para a impunidade”.

E aproveita para pedir, outra vez, mais agilidade e punição rigorosa aos criminosos, que na cidade de São Paulo vandalizaram mais de 460 ônibus, segundo levantamento da SPTrans (São Paulo Transportes). No Estado de São Paulo, ultrapassam a triste marca de 750 episódios. “Chega de violência! Não podemos ficar reféns destes irresponsáveis”, finalizou Nailton Porreta.

Fonte: Blog PT Profissão Transportes 
 
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