Em São Paulo, sob o lema: “Por um Brasil mais Justo, Solidário, Democrático, Soberano e Sustentável” as centrais sindicais realizaram neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, o ato unificado das centrais que reuniu milhares de pessoas na Praça Campo de Bagatelle, zona norte da cidade.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) teve participação ativa no ato, organizado em conjunto com as centrais Força Sindical, CSB, CTB, UGT e Pública – Central do Servidor. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participou na condição de convidada.
Em suas falas, os dirigentes das centrais abordaram assuntos da Pauta da Classe trabalhadora - elaborada, de forma unitária, pelas centrais sindicais para orientar mobilizações, negociações e ações institucionais nos níveis nacional, regional e setorial.
Também estiveram presentes os ministros Luiz Marinho (ministro do Trabalho e Emprego), Márcio Macêdo (secretário-geral da Presidência da República) e Aparecida Gonçalves (ministra das Mulheres).
O presidente da NCST São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), relembrou a importância histórica do 1º de Maio e denunciou a violência que ainda atinge a classe trabalhadora. “Tudo isso ainda acontece porque muitos trabalhadores seguem desamparados por seus sindicatos. Até mesmo na aposentadoria, nossa classe sofre, como mostram os recentes escândalos no Instituto da Previdência Social. Chega de ataques aos trabalhadores. Por isso, buscamos fortalecer nossa unidade contra os juros abusivos — não é mais possível manter o patamar atual. Para mudar essa realidade, é essencial estarmos unidos aos sindicatos e às centrais sindicais”, destacou Luizinho.
Para o presidente da NCST, Moacyr Auersvald, o 1º de Maio está longe de ser um feriado meramente comemorativo: “é a celebração de conquistas históricas forjadas na mobilização, na resistência e na união da classe trabalhadora. Desde a Convenção nº 1 da OIT, em 1919, que instituiu a jornada diária de oito horas, até a consagração das férias remuneradas na Constituição de 1988, cada avanço reflete o que só se obtém com organização coletiva”.
Moacyr agradeceu de forma especial à direção da NCST São Paulo, em nome do presidente Luizinho, pela dedicação, empenho e capacidade de mobilização na organização do 1º de Maio Unificado. O envolvimento da equipe foi fundamental para o sucesso do evento e para reafirmar, mais uma vez, a força da unidade sindical em defesa de um Brasil mais justo e igualitário para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Pauta da Classe Trabalhadora
Neste 1º de Maio, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) reafirma seu compromisso com a pauta unitária aprovada pelas centrais na Plenária Nacional de 29 de abril e entregue ao presidente Lula como horizonte para um Brasil mais justo, soberano e sustentável. Essa convergência demonstra a força da unidade ao pôr no centro a redução da jornada sem perda salarial, o combate à precarização, a valorização do salário-mínimo, a regulamentação dos direitos dos trabalhadores por aplicativos e a defesa dos serviços públicos, sempre articulando essas diretrizes às realidades dos estados e municípios, onde a luta realmente se faz.
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Duas demandas, contudo, merecem atenção especial neste momento de virada: a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, sem redução salarial, e o fim da escala 6×1. O Dieese estima que essa redução poderia criar até 2,5 milhões de novos empregos, além de aliviar a sobrecarga de quem hoje se vê obrigado a cumprir jornadas extenuantes. Pesquisa da Fiocruz, por sua vez, associa horários superiores a 40 horas semanais a um aumento de 50% no risco de doenças cardiovasculares. Quanto à escala 6×1, que submete o trabalhador a seis dias consecutivos de serviço para apenas um de descanso, estudos do Ministério da Saúde apontam índices alarmantes de exaustão e distúrbios mentais — um preço alto demais para a saúde física e psíquica.
“Neste 1º de Maio, a NCST convoca toda a classe trabalhadora a se unir em torno dessa agenda ambiciosa e necessária. A luta continua — por dias de trabalho mais justos, por folgas que devolvam ao trabalhador seu tempo de vida e, sobretudo, pela reafirmação de que é possível conciliar progresso econômico com o respeito inegociável à dignidade humana”, conclamou o presidente Moacyr.
FELIZ DIA DO TRABALHADOR!