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Nova Central repudia "mulher submissa" defendida pela deputada Mical Silva

19 Abr 2024


A deputada estadual do Maranhão, Mical Silva Damasceno (PSD), causou revolta por sugerir em plenário, nesta quarta-feira (17), que seja realizada uma sessão solene só com homens para celebrar o “Dia da Família", que será comemorado no dia 15 de maio. 

A deputada fez um discurso defendendo que pelos seus princípios religiosos, o “homem é o chefe da família e a mulher deve ser submissa a ele”. O que causou revolta em todo país. 

“Veio uma ideia no meu coração que eu acredito seja divina, de nós fazermos uma sessão solene aqui, mas somente com homens! Para mostrar à sociedade quem é a cabeça da família. Então vamos encher esse plenário, dia 15 de maio, de machos! A mulher tem que entender (batendo na mesa várias vezes) que ela deve submissão ao marido. Doa a quem doer, porque as feministas defendem o direito e igualdade, elas querem estar sempre numa guerra contra o homem… vai ser lindo uma comemoração da família, com esse plenário cheio de homens, de machos, pra dizer que ele representa a família, a primeira instituição criada por Deus”.

NCST na luta feminina 

O presidente da Nova Central, Moacyr Auersvald, considerou inadimissível a postura da parlamentar e reforçou a importância das mulheres na sociedade: "É inaceitável que uma figura que deveria defender especialmente os direitos da mulheres se comporte assim. Lamentável em todos os sentidos, principalmente pelo descaso da lutas das mulheres por igualdade salarial, respeito e reconhecimento. A Nova Central repudia de forma veemente tal postura, assim como qualquer tipo de violência e ataque às mulheres. Nossa luta é constante em defesa da força que move o mundo ". 

A secretária para Assuntos da Mulher da NCST e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Sonia Maria Zerino, considerou um retroceso o posicionamento: "Para nós mulheres trabalhadoras sindicalistas e todas as mulheres brasileiras, é uma afronta a fala da deputada Mical que não reconhece a nossa luta história por melhores condições de vida, respeito e valorização das nossas vidas. Um retrocesso”.

Para secretária nacional e estadual de Promoção de Igualdade Racial e Gênero, Cátia Laurindo (Nega Show), um misto de trizteza e revolta define o momento: “É desconhecer totalmente a realidade do Brasil ao fazer uma proposta como essa. As mulheres representam a base das famílias brasileiras e quase sempre estão no lugar de fragilizadas e expostas a todos os tipos de violência. Então acredito que o dia da família deveria ser celebrado enaltecendo as mulheres, mas com a participação de todos. Todos são importantes para que possamos viver em um mundo melhor com a proteção de Deus, inclusive”
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