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Taxa de transmissão da covid-19 no Brasil volta a subir
27 Ago 2020
Depois uma semana de queda, país não sustenta índice de 0,98 na velocidade do contágio pelo coronavírus, de acordo com relatório da Imperial College. Dado mostra que contaminação não desacelerou e transmissão ainda é constante
Em números de casos e mortes, Brasil é segundo maior país, atrás dos Estados Unidos. De acordo com a Opas, jovens estão impulsionando a disseminação do novo coronavírus nas Américas
A taxa de transmissão do novo coronavírus ( https://www.redebrasilatual.com.br/tag/coronavirus/ ) voltou a crescer no Brasil, de acordo com relatório semanal do Imperial College de Londres. A instituição britânica calcula que o país abriu a semana, no domingo (23), com o índice em 1. Ou seja, cada 100 pessoas infectadas pela covid-19 transmitem o vírus ( https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2020/06/oms-assintomaticos-covid-19/ ) para outras 100 pessoas. Uma semana antes, pelo mesmos cálculos a taxa de contaminação era de 0,98 – o primeiro resultado mais baixo desde abril.
O novo índice indica que a epidemia no Brasil ainda não está desacelerando. Apenas uma taxa de transmissão abaixo de 1 leva à queda de novos casos de contaminação pelo coronavírus. Um índice em 0,98 por exemplo, mostra que cada 100 infectados contaminam outros 98 pessoas, que poderiam transmitir o vírus para outras 96. E assim sucessivamente, até o alcance do patógeno ir reduzindo dentro da mesma proporção.
Ao oscilar para cima, apesar de uma ligeira estabilidade na transmissão, a pandemia ainda segue em tendência de crescimento ( https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2020/04/brasil-tem-a-maior-velocidade-de-transmissao-do-coronavirus-do-mundo/ ). O índice é calculado pelo Imperial College com base no número de mortes reportadas. Nesse quesito e em número de casos confirmados da doença ( https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2020/08/reinfeccao-por-covid-19-nao-descarta-eficacia-de-vacinas-afirma-virologista/ ), o Brasil é o segundo país com mais registros, atrás somente dos Estados Unidos.
Mortes e infecções nas Américas
Nesta terça-feira (25), mais de mil mortes por covid-19 foram novamente registradas ( https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2020/08/brasil-47-mil-casos-covid-19-1-271-nas-ultimas-24h/ ) nas últimas 24 horas no Brasil. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), já são, ao todo, 116.550 vidas perdidas em decorrência da infecção. E 3,670 milhões de casos confirmados desde o início do surto, em março.
Reportagem da Folha de S. Paulo ( https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/08/brasil-nao-sustenta-queda-na-transmissao-de-coronavirus-indica-calculo.shtml ) aponta que, nesta semana, a instituição britânica observa que o Peru é o único país sul-americano que apresenta uma taxa de transmissão abaixo de 1. O continente das Américas, como um todo, preocupa as autoridades sanitárias. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) – braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, indica que os números de mortes e infecções dobraram na região nas últimas seis semanas.
A diretora da Opas, Carissa Etienne, descreveu nesta terça que as pessoas entre 19 e 59 anos são o principal impulso à disseminação do novo coronavírus ( https://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2020/08/volta-as-aulas-sao-paulo-mais-dificil/ ) nas Américas. Por outro lado, quase 70% dos óbitos por covid-19 se concentram na parcela de indivíduos com 60 anos ou mais. A região também tem seis países listados entre os 10 mais afetados pela pandemia: Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina. O órgão frisou a importância de que governos mantenham medidas de prevenção, expandindo a testagem e programas de controle dos casos e de rastreamento da doença.