Apesar da extensão do auxílio, parlamentares de oposição defendem que o programa continue até dezembro
Decreto do governo federal acrescenta ainda que o prazo de cadastro para receber o auxílio é até esta quinta-feira (2). A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou o calendário de pagamentos
O auxílio emergencial de R$ 600 foi prorrogado por dois meses, para trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família. O decreto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial da União.
Entretanto, o governo pagará o auxílio de forma parcelada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que serão quatro parcelas, que totalizam os R$ 1.200. A divisão será feita assim: R$ 500 no início do mês, R$ 100 no fim do mês, R$ 300 no início e os últimos R$ 300 no fim do mês.
O decreto do governo federal acrescenta ainda que o prazo de cadastro para receber o auxílio é até esta quinta-feira (2). A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou o calendário de pagamentos.
Apesar da extensão do auxílio, parlamentares de oposição afirmam que o pagamento dos
R$ 600 até setembro não ajuda os brasileiros (
https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/06/auxilio-emergencial-sera-prorrogado-mas-oposicao-considera-valor-total-insuficiente/ ) e defendem que o governo federal continue com o programa até dezembro.
“Tem gente que ainda nem recebeu a primeira parcela do auxílio emergencial, e Jair Bolsonaro anunciando que vai pagar por mais 2 meses apenas. Como se a
crise fosse acabar num passe de mágica (
https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/06/dieese-nao-ha-possibilidade-de-saida-da-crise-sem-investimento-do-estado/ ) até setembro. É um deboche. Nossa proposta é pagar os R$ 600 pelo menos até dezembro”, escreveu o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ).
Rejeição de Bolsonaro
A reprovação de Jair Bolsonaro, na crise do novo coronavírus, é elevada até entre os brasileiros que recebem o auxílio emergencial, de acordo com
pesquisa Datafolha (
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/06/reprovacao-de-bolsonaro-na-crise-e-alta-mesmo-entre-os-que-recebem-auxilio.shtml?origin=folha ).
De acordo com os
dados da pesquisa (
https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2020/06/aprovacao-bolsonaro-datafolha-queiroz/ ), entre os que pediram e já receberam pelo menos uma parcela do auxílio financeiro, 49% consideram o trabalho do presidente ruim ou péssimo.
No projeto inicial sobre o auxílio, o governo defendeu o valor de R$ 200, mas foi derrotado por pressão da oposição, após negociações com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA