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Guedes anuncia que auxílio emergencial será cortado pela metade e acaba em dois meses

10 Jun 2020



Ministro afirmou que o governo vai lançar um programa de renda para unificar a renda emergencial e o Bolsa Família




Paulo Guedes participou de reunião ministerial nesta terça-feira - World Economic Forum/Ciaran McCrickard



O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta terça-feira (9) que o auxílio emergencial pago a trabalhadores durante a pandemia de coronavírus ( https://www.brasildefato.com.br/minuto-a-minuto/coronavirus-no-brasil ) terá só mais duas parcelas extras, com valor cortado à metade - ou seja, em vez dos R$ 600 atuais, R$ 300 ao mês.

Em reunião ministerial - a primeira desde o encontro do governo tornado público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ( https://www.brasildefato.com.br/2020/05/22/ouca-e-leia-na-integra-a-reuniao-ministerial-de-bolsonaro-liberada-pelo-stf )-, o ministro afirmou que unificará o Bolsa Família e o auxílio emergencial em um novo programa de distribuição de renda, chamado Renda Brasil. Ele disse ter "aprendido" durante a crise pandêmica que "havia 38 milhões de brasileiros invisíveis".

"O presidente já lançou e comunicou que por dois meses nós vamos estender o auxílio emergencial. Nós estávamos num nível de emergência total, a R$ 600. Nós vamos começar agora uma aterrissagem com uma unificação de vários programas sociais e o lançamento de um Renda Brasil, que o presidente vai lançar porque aprendemos também durante essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis e que também merecem ser incluídos no mercado de trabalho", afirmou Guedes nesta terça, em reunião do conselho do governo.

O novo programa ainda está em fase de estudos pela equipe econômica liderada por Guedes e, por isso, não teve detalhes divulgados. A expectativa é que o Renda Brasil seja mais abrangente que o Bolsa Família, mas menor do que o plano de auxílio emergencial.

Na mesma reunião, o ministro da Economia confirmou que vai retomar o programa Verde e Amarelo ( https://www.youtube.com/watch?v=I60RG5ChuCY&feature=emb_title ), que flexibiliza direitos trabalhistas e fragiliza a relação entre empregados e empregadores.




Fonte: Brasil de Fato

 
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