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Extrema pobreza cresce pelo 5º ano seguido e deve ‘explodir’ com a pandemia

19 Maio 2020



Segundo Dieese, aumento da extrema pobreza se deu em função do baixo crescimento do PIB e do estrangulamento do Bolsa Família




Em 2019, 6,7% dos brasileiros sobreviveu com menos de US$ 1,90 por dia



Dados detalhados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad ( https://www.redebrasilatual.com.br/tag/pnad-continua )) Contínua apontam que cerca de 170 mil pessoas ingressaram na extrema pobreza em 2019. É o quinto ano de aumento da miséria, que deve “explodir” em 2020, como um dos efeitos econômicos da pandemia de coronavírus, segundo o Dieese.

De acordo com o IBGE, 13,8 milhões de pessoas – 6,7% da população – vivem com menos de US$ 1,90 por dia. Para o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, esse aumento da extrema pobreza é resultado da crise econômica que abala o país desde 2015.

O que chama a atenção, segundo ele, é que, entre 2017 e 2019, a extrema pobreza continuou se agravando, apesar do leve crescimento do PIB ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/03/pib-de-2020-pode-ser-pior-que-o-11-de-2019-alerta-marcio-pochmann/ ) no período. O que aponta para o aumento da concentração de renda e ampliação das desigualdades sociais no país, apesar da pesquisa apontar estabilidade nesse quesito.

No ano passado, mais especificamente, Fausto atribuiu o crescimento da extrema pobreza ao estrangulamento dos programas sociais pelo governo Bolsonaro, em especial o Bolsa Família. E prevê um quadro ainda mais grave em 2020.

“O que a gente vai assistir a partir da pandemia é um crescimento muito acelerado do número de pobres. Em especial, a partir de junho, quando, a princípio, o auxílio emergencial deve se extinguir, de acordo com o governo”, disse o diretor do Dieese em comentário na Rádio Brasil Atual nesta terça-feira (19).


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Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 
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