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MG: Feserv compartilha nota de repúdio ao ministro Paulo Guedes

29 Abr 2020





A Federação dos Servidores Públicos Municipais de Minas Gerais - Feserv/MG, repudia a proposta do Governo Federal, anunciada através da imprensa, que propõe o congelamento dos salários dos servidores públicos, sugerindo a adoção da medida aos estados e municípios, por dois anos.  

Devido à pandemia do Covid-19, o Brasil se encontra em um momento delicado em diversos setores, principalmente no setor econômico. Apesar da crise, o congelamento dos salários dos funcionários públicos, como já demonstrado por estudos técnicos, não seria a fórmula adequada para melhorar a economia do país.

Estamos ainda no início da crise. Essa perda salarial poderá ser um risco no setor econômico, além de não resolver qualquer problema, descumprirá os direitos trabalhistas e fragilizará ainda mais sociedade brasileira.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, equivocadamente, vê como uma conquista esse congelamento. Ele considera a medida como uma proteção das “contas da união”.

Para Paulo Guedes, o congelamento dos salários dos servidores públicos é uma forma de apoio ao país. Guedes não reconhece o valor do servidor público. Essa é a verdade! Infelizmente são os “oportunistas que devem resolver as coisas”, afirmou em mais uma de suas lamentáveis declarações o Ministro da Economia.

Tal medida é inoportuna, inconstitucional e inadequada do ponto de vista econômico, diz Hely Aires, presidente da Feserv-MG. O congelamento dos salários dos servidores prejudicaria os funcionários que atuam em serviços essenciais (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, coveiros, segurança pública, limpeza urbana e demais categorias do setor público que tocam obras que não pararam) no combate à pandemia, em vez de serem valorizados pela dedicação e comprometimento, como também as categorias dos servidores que seguem trabalhando em sistema “home office”, ressalta Hely.

Considerando a média salarial da grande maioria dos servidores, inclusive do Judiciário dos estados, estão muito distantes do seleto rol de categorias que estão no topo das carreiras públicas e, de maneira equivocada e recorrente, costumam ser alvo de críticas por conta de seus ganhos e prerrogativas funcionais.

O governo e boa parte da mídia comercial fecham os olhos para a gritante situação de concentração de renda no Brasil.

Um governo sério, que queira promover a justiça social, de primeira mão poderia aumentar a taxação dos mais ricos e das grandes empresas, sobretudo no universo das transações financeiras.

“É inaceitável a proposta desse confisco anunciado. O momento é de união de todos os sindicatos da nossa Federação. Vamos buscar novos filiados e nos reorganizar. Seguiremos mobilizados nas redes sociais para mostrarmos que não ficaremos, e nem aceitaremos calados, mais perdas salariais e direitos adquiridos. Seguiremos lutando para evitar mais esse ataque à sociedade brasileira”,



Hely Aires da Silva
Presidente da Feserv-MG
Diretor de Comunicação da NCST/MG





Fonte: Federação dos Servidores Públicos Municipais de Minas Gerais - Feserv/MG

 
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