Data de publicação: 5 Mar 2020





A Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST recebeu, nesta quinta-feira (05/03), visita de cortesia da nova diretoria Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores - Sinditamaraty. Parceira histórica desde o tempo do surgimento, formação e consolidação de uma entidade com características distintas – com uma categoria dispersa em diversos países - a Nova Central renova seu apoio institucional e colabora com o alinhamento de agendas.

O tema central da reunião foram os encaminhamentos em torno da “reforma” Administrativa encaminhada pelo governo e que segue em tramitação no Congresso Nacional. Calixto avalia que, no que se refere ao tema, o governo vem buscando inviabilizar a intervenção sindical e, na esteira de uma agenda ultraliberal, perseguir e esvaziar direitos dos trabalhadores do setor público, atacando prerrogativas das categorias, sempre com objetivo de nivelar a crescente precariedade que atinge os trabalhadores da iniciativa privada.






“É com enorme satisfação que recebemos em nossa casa dirigentes de uma entidade moderna, que vem se consolidado como referência devido a características únicas. O Sinditamaraty trás, no bojo de sua trajetória sindical, a constante da inovação, da superação de desafios e do gradual e permanente aumento de seu capital político junto a seus representados e demais instituições republicanas. Ter colaborado, desde o início, com a construção deste sindicato que se firmou em bases sólidas e que hoje amadurece e se destaca, é motivo de orgulho para o nosso quadro de dirigentes”, recordou o presidente da NCST, José Calixto Ramos.

“Nos sentimos recompensados por colaborar com a formação de um sindicato que consideramos estratégico. Nós temos mais de 1.500 sindicatos vinculados. Na CSPB, somos a base das cinco centrais sindicais reconhecidas. Isso nos dá, no setor público, uma capacidade mais ampla de articulação inter-categorias e harmonização de agendas. O governo, na nossa visão, distrai a atenção do público com temas alheios à agenda econômica. Esta sim, a grande responsável pelo desmonte dos serviços públicos e aniquilação do arcabouço de leis de proteção ao trabalho e proteção social. Esse governo veio para destruir o Estado na sua dimensão de prestador de serviços públicos. Nossa estratégia é não perder o foco para o avanço dessa agenda que pretende acabar com a estabilidade e demais prerrogativas das categorias de estado”, argumentou o Diretor de Finanças da  NCST e Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.

“A nossa correlação de forças no Congresso Nacional hoje é ridícula. Precisamos articular uma estratégia para superar esse déficit de representação nas esferas de poder, sobretudo no Legislativo, onde temas de grande impacto no setor público são decididos”, acrescentou Domingos.





O Presidente da CSPB propôs uma reunião para incorporar pautas específicas no setor dos servidores do Ministério das Relações Exteriores na a pauta geral da confederação. “A recomposição de quadros é nossa preocupação prioritária. Lutamos para não deixarmos de existir”, destacou o presidente do Sinditamaraty, João Marcelo São Thiago Melo.

O Secretário Nacional do Plano dos Servidores Públicos da NCST e Secretário-geral da CSPB, Lineu Neves Mazano, recordou a luta pela conquista do registro sindical do Sinditamaraty e as contribuições, da Nova Central e da CSPB, para o reconhecimento efetivo como entidade de classe. Lineu reforçou a necessidade de elaboração e execução de estratégias conjuntas para o enfrentamento dos desafios. “Não tem sido fácil lidar com situações distantes da previsibilidade. O Conselho de Relações do Trabalho, criado pelo governo para as tratativas relacionadas ao mundo do trabalho, foi atropelado pela MP 905/2019, encaminhada ao Congresso Nacional poucos dias após a criação da CRT, sem a participação dos trabalhadores nas discussões em torno de um texto que, ao nosso entendimento, é prejudicial e inconstitucional”, recordou.






Na reunião foi deliberado o alinhamento de agendas para ações conjuntas de articulação política e demais ações em defesa dos interesses gerais dos servidores públicos do país.


 

 
 
Imprensa NCST