Data de publicação: 12 Fev 2020



Desde o ano passado, os 200 municípios com menores rendas perdem em cobertura e atendimento. Uma a cada três cidades não tem acesso a novos auxílios nos últimos cinco meses




Com o governo Bolsonaro, o Bolsa Família atinge o período mais longo de baixo índice de cobertura de novos beneficiários da história



Em todos os 200 municípios de menor renda per capita do Brasil, o programa federal Bolsa Família foi congelado pelo governo de Jair Bolsonaro, como aponta levantamento do jornal ( https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/02/bolsonaro-trava-bolsa-familia-em-cidades-pobres-e-fila-chega-a-1-milhao.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa ) Folha de S. Paulo divulgado nesta segunda-feira (10). De acordo com o jornal, nas cidades mais pobres há um recuo no número de famílias atendidas e na inclusão de novos beneficiários, deixando um em cada três municípios sem o auxílio nos últimos cinco meses.

Com isso, a fila de espera para atendimento do programa, que havia sido extinta em julho de 2017, voltou a crescer e, segundo integrantes do próprio governo, documentos internos mostram que, ao todo, 1 milhão de pessoas aguardam pelo auxílio, sem qualquer previsão de atendimento. “É o período mais longo de baixo índice de cobertura de novos beneficiários da história” do Bolsa Família, destaca a matéria da Folha.

Em meio ao desemprego que atinge 12,6 milhões de brasileiros ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/01/desemprego-alto-trabalho-informal/ ) e ao aumento da extrema pobreza, o governo Bolsonaro faz cortes de recursos no orçamento do programa, que neste ano teve aprovada a verba de R$ 29,5 bilhões ante R$ 32,5 bilhões em 2019, enquanto as pessoas não conseguem sequer marcar o atendimento. Criado no governo Lula, o Bolsa Família foi o responsável por tirar milhões de brasileiros do Mapa da Fome. Mas, sob a alegação de falta de dinheiro, o atual governo vem desde o ano passado restringindo a entrada de beneficiários.

Pelo Twitter, a ex-presidenta Dilma Rousseff ( https://twitter.com/dilmabr/status/1226881068709621765 ) destacou que a “destruição do Bolsa Família é um crime contra a Nação”. “Bolsonaro não está apenas abandonando o programa, mas pretende destruí-lo. O desprezo pelas necessidades dos mais pobres revela em toda a sua perversa dimensão a desumanidade da agenda neoliberal aplicada pelo seu governo”, contestou a ex-presidenta. 

Na mesma rede social, a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) lembrou que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, responsável pelo comando do programa, deve respostas a dois requerimentos de informação, que questionam, desde outubro, os cortes e o aumento da fila. Até o momento, a única resposta da pasta, em janeiro, apresentou uma média anual da fila de espera em 494,2 mil famílias ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2020/01/mais-de-500-mil-pessoas-aguardam-para-entrar-no-bolsa-familia/ ). Mas a resposta, que veio só após ordem da Controladoria-Geral da União (CGU), é desmentida por documentos internos apontando o patamar de 1 milhão de pessoas sem atendimento a partir de maio.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA