No ano passado, as operações de fiscalização encontraram 1.054 trabalhadores, a maioria no setor rural, mas em proporção menor
No ano passado, quase 300 estabelecimentos foram fiscalizados, com mais de mil trabalhadores resgatados
As ações de fiscalização encontraram 1.054 trabalhadores em situação análoga à de escravo em 2019, foi menos do que no anterior (1.745), segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho. Desde 1995,
quando os grupos móveis de fiscalização foram implementados (
https://www.redebrasilatual.com.br/revistas/2011/03/uma-baita-servidora/ ), o número de resgatados chega a 54.686, sendo 42.753 (78%) no setor rural e 12.113 em áreas urbanas.
Os dados do ano passado confirmam certa tendência de crescimento da participação de casos verificados no perímetro urbano: foram 399, ante 655 no meio rural (62%). Quase 50 eram estrangeiros, a maioria peruanos e trabalhando em confecções. As informações foram divulgados na véspera do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, instituído após o
assassinato de quatro servidores, em 2004 (
https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2020/01/justica-chacina-de-unai/ ), durante operação de fiscalização em Unaí (MG).
Minas Gerais foi a unidade da federação com maior número de resgatados: 468. Em seguida, vêm São Paulo, Pará, Rio de Janeiro e Bahia. No total, 267 estabelecimentos foram fiscalizados, ante 252 no ano anterior.
Apenas na cidade de São Paulo, no período de 2015 a 2019, foram resgatados 524 trabalhadores em situação análoga à de escravo. Segundo com a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, ocorreram nesse intervalo 607 denúncias na área de atuação do Ministério Público (capital, Grande ABC e Baixada Santista), com 93 termos de ajustamento de conduta (TACs) e 19 ações civis públicas ajuizadas.
De acordo com a Procuradoria, os setores com maior número de casos, em São Paulo, são os da indústria têxtil e de confecção e da construção civil.
Foram feitas 150 denúncias apenas em 2019, mais do que no anterior (103). O número de TACs passou de 27 para 24 e o de ações civis públicas, de duas para três. Em todo o Brasil, no ano passado, foram 1.213 denúncias, 258 TACs e 91 ações.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA