::: NCST - NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES :::

Governo oficializa inclusão do Serpro em programa de privatizações

29 Jan 2020



O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta quinta-feira (23/1) a inclusão do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) no Programa Nacional de Desestatização e no Programa de Parcerias de Investimentos. O governo já havia anunciado em novembro a pretensão de privatizar a empresa.




Serpro foi incluido no Programa Nacional de Desestatização



por Tiago Angelo



Responsável por gerir a infraestrutura de tecnologia do país, o Serpro é quem opera uma série de bancos de dados com informações sensíveis sobre os cidadãos brasileiros. 

Entre outras coisas, a estatal armazena informações relativas ao cadastro de pessoas físicas, base da dados com todos os CPF do país; cadastro de pessoas jurídicas, com registro de todos os CNPJ; além de dados referentes à CNH digital; imposto de renda; Renavam; e dados de órgãos de inteligência como a Abin e a Polícia Federal. 

Ao jornal Zero Hora, o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que a privatização é necessária porque “empresa estatal não funciona bem”.

Também disse possuir evidências de que servidores estão vendendo dados, sem fornecer qualquer informação para sustentar a declaração.

Para Fernando Santiago, especialista em proteção de dados ( https://www.conjur.com.br/2019-dez-28/entrevista-fernando-santiago-especialista-protecao-dados ) e sócio fundador da Chenut Oliveira Santiago Advogados, “a ideia de privatizar o Serpro é sem dúvida polêmica, pois transfere o controle acionário de uma empresa pública que gerencia uma massa de dados oficiais gigantesca que inclui praticamente todos os brasileiros”. 

Ele afirma, no entanto, que é possível reduzir riscos à privacidade dos brasileiros. “Assim, embora a privatização pretendida seja uma decisão delicada — notadamente do ponto de vista estratégico e de imperativo de segurança nacional —, acredito que o Direito pode fornecer ferramentas apropriadas para mitigar os riscos à proteção dos dados pessoais”, diz. 


Dataprev


No último dia 15, Bolsonaro já havia assinado decreto ( http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10199.htm ) que incluiu a Dataprev, estatal responsável por processar pagamentos dos benefícios do INSS, na lista de privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). 

A medida, publicada na edição de 16 de janeiro do Diário Oficial da União também inclui a companhia no Programa Nacional de Desestatização. 

Segundo informações do jornal Valor Econômico, a Dataprev pretende demitir 493 funcionários, 14% dos 3.060 servidores da empresa. A estatal vai fechar filiais em 20 estados brasileiros, mantendo apenas sete unidades “estratégicas” no país. 

Após o anúncio, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, afirmou que os dados da Dataprev não serão propriedade da empresa adquirente, já que são propriedade dos cidadãos. 

Entre outras informações, o Dataprev também gere dados referentes ao programa Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, e da Carteira de Trabalho digital.

Clique AQUI ( https://www.conjur.com.br/dl/bolsonaro-oficializa-inclusao-serpro.pdf ) para ler o decreto
Decreto 10.206




Fonte: Consultor Juríco 

 
    Copyright � 2021 NCST | Desenvolvimento: Techblu.com