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IBGE aponta que 38,6 milhões de brasileiros trabalham na informalidade. Nível bate recorde

4 Set 2019



Após a reforma trabalhista, maior parte das ocupações criadas são sem carteira assinada, em condições mais precárias e com renda mais baixa.




Trabalho informal "é uma situação no conjunto muito adversa, com uma penalização extrema para os trabalhadores, uma insegurança muito alta e uma falta de perspectiva para ter acesso a um posto de trabalho de qualidade", diz Dieese



O Brasil bate recorde de empregados sem carteira de trabalho assinada, como mostra o IBGE por meio da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad). De acordo com os dados, divulgados nesta sexta-feira (30), 38,6 milhões de trabalhadores estão atuando na informalidade ( https://www.redebrasilatual.com.br/destaques/2019/08/taxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde/ ). Isso significa que da força total de trabalho, estimada em 105 milhões de brasileiros, 41% desse total estão inseridas no mercado de trabalho sem proteção social porque não fazem contribuição para a Previdência.

Sem garantir esse fundo, esses trabalhadores ficam impedidos de receber qualquer auxílio previstos  no âmbito da seguridade social ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/01/se-aprovada-reforma-de-bolsonaro-destruira-a-previdencia-e-a-seguridade-social/ ), além de não garantirem o direito à aposentadoria ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/08/previdencia-acaba-aposentadoria-riscos/ ), sem renda portanto em período de desemprego ou de afastamento por questões de saúde, ou ainda quando idosos. Esse tipo de ocupação, de acordo com o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, cresce desde as mudanças na legislação e, principalmente, após a “reforma” Trabalhista ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/11/reforma-trabalhista-reduziu-trabalho-decente-e-ampliou-empregos-precarios/ ) do governo de Michel Temer.

Segundo Clemente, em comentário na Rádio Brasil Atual, de cada 10 empregos criados na economia brasileira, hoje, somente um é de assalariado com carteira assinada, enquanto outras nove estão mais próximas da informalidade ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/07/desemprego-cede-mas-informalidade-bate-recorde-e-o-rendimento-cai/ ), principalmente autônomos, que trabalham por conta própria, trabalhadores domésticos ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/02/em-2018-com-temer-trabalhadoras-domestica-enfrentaram-pior-ano/ ) ou familiares. “Todas ocupações bastante precárias, no geral com um salário inferior àquela jornada que as pessoas gostariam e têm disponibilidade para trabalhar, os chamados subutilizados, com renda muita baixa, o que obriga as pessoas a procurarem mais de uma ocupação”, analisa o diretor-técnico.

O rendimento médio também cai nessa modalidade informal, de acordo com o IBGE. Enquanto o trabalhador com carteira assinada arrecada R$ 2.169, o empregado por conta própria recebe R$ 1.427 e, sem o CNPJ, o valor cai ainda para R$ 1.312. “É uma situação no conjunto muito adversa, com uma penalização extrema para os trabalhadores, uma insegurança muito alta e uma falta de perspectiva para ter acesso a um posto de trabalho de qualidade”, afirma Clemente.


Confira a entrevista na íntegra:








Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 
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