Data de publicação: 3 Set 2019


Secretário-geral da NCST, Moacyr Tesch, discursando na tribuna do evento



Dirigentes da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participaram, nesta terça-feira (03/09), de ato público contra a “reforma” da Previdência que lotou as dependências do auditório Petrônio Portela do Senado Federal. O evento, convocado pelos senadores Randolfe Rodrigues (REDE), líder da Minoria no Senado, Paulo Rocha (PT), líder do Bloco Parlamentar da Resistência Democrática, Humberto Costa, líder do PT e Paulo Paim (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social; reuniu parlamentares, especialistas em Previdência, economistas, auditores fiscais, lideranças sociais e sindicais que apresentaram sugestões ao texto que, se permanecer inalterado, resultará em “prejuízos sociais incalculáveis” à classe trabalhadora.




Vice-presidente da NCST/DF, Vera Leda ao lado do presidente da NCST/DF, José Marcus Monteiro de Oliveira



Clique AQUI ( https://www.ncst.org.br/images_news/files/CONVITE%20ATO%20PUBLICO-PDF.pdf ) e acesse o convite dos parlamentares
 


A PEC da Previdência está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Na última quarta-feira (28), O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou seu relatório defendendo a aprovação da matéria. A votação na CCJ está prevista para a próxima quarta-feira (4).
                                                                               
O secretário-geral da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, integrou a mesa de debatedores e, na tribuna, solicitou unidade entres as centrais sindicais em ações conjuntas de pressão política nos gabinetes, restaurantes, clubes e demais ambientes frequentados pelos senadores, “de preferência nas suas respectivas bases eleitorais”. Moacyr denunciou a quebra do contrato social da Previdência e convocou reação ao desmonte de direitos trabalhistas e sociais em curso.


Assista:







O secretário-geral da NCST aproveitou a oportunidade e compartilhou ao senador Paulo Paim, projeto de interesse dos trabalhadores de transportes elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres - CNTTT, entidade filiada à Nova Central. Nomeado “Estatuto do Motorista”, a proposta visa consolidar leis que aprimorem proteção do motorista profissional
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Epitácio Antônio dos Santos, representante da CNTTT; Moacyr Tesch, representante da NCST e o senador Paulo Paim (PT-RS)



O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade - Contratuh e dirigente sindical da NCST, Wilson Pereira, também ocupou a tribuna e lamentou o pesado investimento em campanhas a favor da “reforma” da Previdência em tempos de contingenciamento de recursos para áreas estratégicas como educação e saúde. O líder sindical encerrou seu discurso argumentado que existem caminhos ao equilíbrio fiscal bem menos penosos que a tentativa de inviabilizar as aposentadorias de milhões de trabalhadores, mas que é preciso pressionar a classe política para que essas alternativas, já amplamente debatidas nas comissões parlamentares, sejam consideradas.




Wilson Pereira, Presidente da Contratuh e Diretor Secretário Adjunto da NCST



Os especialistas e parlamentares revezaram-se nos discursos e desconstruíram a versão oficial de que a chamada “reforma” da Previdência é “imprescindível” para a retomada do desenvolvimento econômico. A dívida pública não auditada, as operações compromissadas, a arrecadação tributária regressiva, os juros bancários exorbitantes e as altas taxas de remuneração do capital improdutivo foram apontados como os problemas centrais do desequilíbrio fiscal que, se atacados com olhar social, podem criar ambiente favorável à geração de empregos, aumentado a base de contribuintes da Previdência e fortalecendo sua sustentabilidade financeira.






O congelamento dos investimentos primários por 20 anos, resultante da Emenda Constitucional 95, foi apontado como o gargalo legislativo que impede a retomada do crescimento econômico, por inviabilizar que o Estado seja indutor das cadeias produtivas tocando obras de infraestrutura e saneamento; bem como engessa o incremento de investimentos em Educação, Saúde e políticas públicas sociais, imprescindíveis para o desenvolvimento nacional.

Ao final da exposição dos painelistas e dos parlamentares, os participantes comprometeram-se a seguir mobilizados e promovendo ações contra o desmonte da Previdência nas ruas, nas redes sociais e nos gabinetes parlamentares, denunciando os adversários de um modelo de previdência público, universal e de solidariedade entre gerações.




Imprensa NCST