Data de publicação: 10 Jul 2019


Além de extensa produção de pesquisadores, Laboratório pretende mostrar como as diversas lutas sociais se conectam com o mundo do trabalho.



Setor de fiação da Fábrica Andorinhas, no Rio, na década de 1930: história contada por meio do trabalho


Nascido em 2012 e sediado na Escola de Ciências Sociais-Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (Cpdoc-FGV), o Laboratório de Estudos de História do Mundo do Trabalho (LEHMT) ( https://lehmt.org/lemt/ ) está abrigado agora no Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pretende ampliar o público interessado no tema “nos tempos difíceis que vivemos”. Segundo o criador e coordenador do Laboratório, o professor Paulo Fontes, o debate torna-se ainda mais importante em um período de “políticas revisionistas”, ajudando a mostrar como várias lutas sociais – como as de gênero, raça e etnia – “nasceram vinculadas ao universo do trabalho”.

O universo temático do Laboratório, que pode ser explorado na página lehmt.org, inclui “processos produtivos, as migrações, as conexões do mundo do trabalho com o espaço urbano, a importância do cotidiano, as múltiplas dimensões culturais do universo das classes populares, as disputas políticas, as relações entre capital e trabalho, e ainda a atuação dos movimentos sociais no espaço público e sua interação com as diversas esferas do Estado”. Há uma ampla rede de pesquisadores pelo país, em contato com instituições brasileiras e do exterior.

O Laboratório renovou seu site, que inclui agora áreas sobre a história social do trabalho buscando diversificar o público leitor, tentando despertas mais interesse pelo tema, usando ferramentas diversas. Foi criado, por exemplo, o podcast Vale Mais, disponível em Spotify e outras plataformas, analisando temas da atualidade com viés histórico. O primeiro episódio foi sobre a extinção do Ministério do Trabalho, decretada pela atual governo.  A seção Labuta estreou publicando entrevista com a professora Fabiane Popinigis, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), coordenadora do GT Mundos do Trabalho ( https://gtmundosdotrabalho.org/ ), da Associação Nacional de História.

Segundo Fontes, um projeto em andamento, com início previsto para agosto, é o Locais de Memória, que trará histórias sobre lugares relacionados à luta trabalhista, em diversos período da história brasileira. Entre os primeiros locais, devem figurar o Cais do Porto de Salvador, palco da chamada greve negra de 1857, o estádio de Vila Euclides (atual 1º de Maio), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o primeiro prédio do agora extinto Ministério do Trabalho, no centro do Rio de Janeiro.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA