Data de publicação: 12 Jun 2019


Montante equivale a 5,6% do PIB. Dieese afirma que o governo, sabendo das razões do avanço desse tipo de ocupação, insiste em "reforma" da Previdência que retira mais direitos dos trabalhadores e prejudica contribuições.



Com Estado deixando de arrecadar com a informalidade, contribuições na Previdência são puxadas para baixo, o que demanda crescimento econômico



O Brasil deixou de arrecadar, em 2018, cerca de R$ 382 bilhões em tributos devido à economia informal ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/nao-existe-empreendedorismo-mas-gestao-da-sobrevivencia-diz-pesquisadora/ ), o equivalente a 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com levantamento realizado pela economista Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Os dados mostram que a perda de arrecadação com a informalidade avançou, em relação a 2017,  em decorrência da grave recessão e da lenta recuperação da economia, em que crescem apenas postos de trabalho sem proteção legal ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/03/ipea-queda-do-emprego-faz-crescer-numero-de-domicilios-sem-renda/ ), ou seja, informais.

Só no início deste ano, o IBGE apontou recorde de 11,2 milhões de empregados, outros 23,3 milhões autônomos e 6,2 milhões de trabalhadores domésticos, menos de um terço com carteira assinada.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, explica que o aumento no número de postos de trabalho informais tem uma repercussão negativa sobre o governo federal, estadual e municipal, que deixam de arrecadar com a falta de registros das empresas, além de causar impactos também na Previdência Social ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/05/desemprego-informalidade-e-reforma-da-previdencia-tornam-aposentadoria-um-sonho-distante/ ), que perde em contribuições. Segundo Clemente, com uma política mais voltada ao crescimento econômico e à formalização trabalhista, o governo não teria dificuldade em financiar ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/problema-da-previdencia-esta-na-sonegacao-e-na-precarizacao-do-mercado-do-trabalho/ ) o regime previdenciário.

“O governo olhando para esse problema, ao invés de retomar o crescimento e recuperar a receita da Previdência, faz um projeto para arrochar direitos dos trabalhadores, cortando benefícios, tirando a proteção previdenciária especialmente daqueles que têm os menores rendimentos”, critica, em referência à “reforma” da Previdência ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/06/fake-news-reforma-previdencia/ ) que tramita no Congresso e que, de acordo com o diretor técnico, deve agravar ainda mais ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/desalento-e-informalidade-devem-aumentar-no-governo-bolsonaro-preve-dieese-1/ ) esse cenário de perdas econômicas no Brasil.


Ouça a íntegra da entrevista:


 





Fonte: Rede Brasil Atual - RBA