Compra de itens básicos dos brasileiros, em janeiro e fevereiro, sofreu a primeira retração para o período em cinco anos. Atividade econômica em baixa foi medida pelo Banco Central
Todos os itens da cesta de produtores dos brasileiros teve redução no consumo, incluindo papel higiênico
O consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza pelos brasileiros sofreu uma queda de 5,2%, entre janeiro e fevereiro deste ano, de acordo com dados da pesquisa da consultoria Kantar. O recuo na hora da compra de itens básicos é apontado como recorde, sendo a primeira retração para o período em cinco anos.
Reportagem do jornal
O Estado de S. Paulo (
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ano-comeca-com-queda-de-5-2-no-consumo,70002790571 ) informa a queda, nesses
dois primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro (
https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/04/em-100-dias-bolsonaro-destroi-direitos-e-e-governo-mais-entreguista-da-historia ), como resultado da pressão do aumento do desemprego e da inflação da comida, e do tombo na renda do brasileiro. De acordo com o IBGE, ao menos
13,1 milhões de pessoas estão desempregadas (
https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/03/desemprego-segue-alto-desalento-e-exclusao-do-mercado-batem-erecorde-1 ), enquanto, em março, a inflação geral em 12 meses chegou 4,58% e a inflação de alimentos e bebidas atingiu 6,73%.
A pesquisa ainda apontou que, pela média histórica, desde 2014, esse foi também o primeiro ano que houve redução nas compras de todos os itens da cesta de produtos, inclusive os mais básicos e de difícil substituição, como papel higiênico e leite de caixinha. "Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões", afirma a diretora e responsável pela pesquisa da Kantar, Giovanna Fischer, sobre o retrato das compras de 55 milhões de domicílios ou 90% do potencial de consumo do país.
No entanto, apesar da representatividade em todos os setores e regiões, a classe C foi a que a mais recuou e, por concentrar a maior parte dessa população, o interior do estado de São Paulo registrou a maior queda no consumo (-10,3%), seguida pelas regiões Norte e Nordeste (-5,8%).
Uma piora em outros índices
Houve
uma queda também no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) (
https://www.valor.com.br/brasil/6211949/previa-do-pib-ibc-br-tem-queda-pior-do-que-esperado-em-fevereiro ) do Banco Central (BC), que caiu 0,73% em fevereiro, depois de já ter apresentado queda de 0,31% em janeiro. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, foi o "maior tombo mensal desde maio de 2018", quando o período foi marcado pelos efeitos da greve dos caminhoneiros.
O IBC-Br é resultado do cálculo mensal dos indicadores de produção da agricultura, indústria e serviços, e sinaliza um comportamento para o Produto Interno Bruto (PIB), que tem uma base de cálculo mais abrangente.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
Fomte: Rede Brasil Atual - RBA