Data de publicação: 7 Fev 2019


"Reforma" da Previdência e medida provisória que trata da alteração dos benefícios podem também afetar direitos dos segurados.



MP 871 poderá inviabilizar o acesso à aposentadoria pelos trabalhadores


Trabalhadores aposentados e demais beneficiários da Previdência Social também têm motivos para temer a proposta de "reforma" previdenciária ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/sonegacao-falcatruas-e-renuncias-previdenciarias-tiram-mais-de-r-85-bi-do-inss ) que vem sendo preparada pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). O alerta é da coordenadora de pesquisas do Dieese, Patrícia Pelatieri.

Nesta segunda-feira (4), um rascunho da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da seguridade social foi "vazada" e, entre os pontos, especialistas já afirmam que as regras são ainda mais duras aos trabalhadores ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/02/proposta-de-reforma-da-previdencia-de-bolsonaro-e-pior-do-que-a-de-temer ), de modo geral, do que a proposta do governo anterior de Michel Temer.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, Patrícia aponta como um exemplo a revisão para baixo do valor dos benefícios pagos, e ressalta que outra preocupação dos aposentados também deveria ser a Medida Provisória (MP) 871 ( https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/02/centrais-mp-de-bolsonaro-joga-nos-pobres-a-responsabilidade-por-ajustes ) que, a pretexto de combater irregularidades, poderá violar direitos trabalhistas ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/01/contraf-diz-que-mp-871-e-inconstitucional-e-prejudica-trabalhadores-rurais ), suspender benefícios sob critérios ainda não divulgados de forma irregular, como afirma a coordenadora do Dieese. A MP deve receber até a próxima segunda (11), propostas de emendas.

"Olhando para o Brasil, nesse último período, o fato de ser inconstitucional ou ilegal não tem impedido que se façam as coisas, então vai ser preciso muita disposição para barrar essas maldades", pondera Patrícia.


Ouça a entrevista:
Você pode conferir a partir do ponto 1:42:41


 






Fonte: Rede Brasil Atual - RBA