Data de publicação: 25 Jan 2019




A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro pode destruir dois pilares fundamentais da seguridade social brasileira: a previdência e a assistência social. Para combater esse desmonte, as centrais sindicais se reuniram na terça-feira (23), na sede do Dieese em São Paulo, ocasião em que decidiram intensificar a luta. As entidades realizarão assembleias em todas capitais no dia 20 de fevereiro.

Na visão dos sindicalistas da Nova Central, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB. Conlutas, CGTB e Intesindical, as propostas do governo Bolsonaro que ainda não foram anunciadas oficialmente, e são propositalmente vazadas na mídia, podem dificultar e acabar com o sonho de muitos contribuintes que um dia pretende se aposentar dignamente.

Pelo que já foi divulgado, segundo afirma Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente Estadual da Nova central – SP a intenção da equipe bolsonarista é seguir fielmente as mudanças sugeridas pelo “impopular presidente” Michel Temer. “Ou seja, estabelecer idade mínima para concessão de todos os benefícios, igualar a idade de mulheres e homens para ter direito à aposentadoria, que amplia o tempo de contribuição para 40 anos e propõe revisar a fórmula de cálculo do benefício para reduzir o valor a ser recebido”.

De acordo com Gonçalves, outra proposta nefasta debatida pela equipe econômica do governo é o sistema de capitalização da previdência, modelo fracassado, implantado no Chile durante a ditadura militar que levou a miséria milhões de trabalhadores, fora os que se suicidaram. Sem contar que cada trabalhador (a) tem que depositar em uma poupança individual que só poderá ser usada quando ele for se aposentar.

“Se conseguir poupar ao longo da vida será distribuído em mensalidades segundo cálculo de sua expectativa de vida. Na prática os trabalhadores (as) pagarão mais, não terão segurança de que vão se aposentar nem garantia de que receberão o dinheiro investido. Quem conseguir se aposentar ganhará menos do que o sistema atual”, denuncia Luizinho.





Fonte: Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado de São Paulo - NCST/SP