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Relatório sobre direitos humanos destaca aumento de violações no Brasil

22 Jan 2019


Pesquisa da Human Rights Watch mostra crescimento da violência policial, doméstica e aumento da taxa de encarceramento



Estudo mostrou preocupação com os atuais líderes brasileiros por suas posições anti-direitos humanos


A 29ª edição do relatório da Human Rights Watch (HRW), que avalia a situação dos direitos humanos ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/12/governo-bolsonaro-representa-ameaca-aos-direitos-humanos-e-a-comissao-da-verdade-1 ) em mais de 90 países, apontou uma série de destaques negativos no Brasil no último ano. Entre eles, o recorde de homicídios atrelados à violência policial ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/01/repressao-policial-marca-segundo-ato-contra-aumento-da-tarifa-em-sp ), o aumento da violência doméstica ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/01/decreto-sobre-posse-de-arma-elevara-feminicidio-e-suicidio-diz-sou-da-paz ) e as péssimas condições dos presídios ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/12/judiciario-e-omisso-em-relacao-a-tortura-nos-presidios-diz-pastoral-carceraria ) como algumas das violações que têm ocorrido.

De acordo com o relatório anual lançado nesta quinta-feira (17), em São Paulo, foram registrados cerca de 64 mil homicídios em 2017, além de mais de 1 milhão de casos de violência contra as mulheres que estavam pendentes de julgamento nos tribunais no mesmo ano. O documento chama a atenção ainda para o crescimento da população carcerária, que saltou para 842 mil presos em 2018, ante os 726 mil de 2016.

O estudo mostra ainda preocupação com os atuais líderes brasileiros ( https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/12/mundo-vive-onda-autoritaria-nos-70-anos-da-declaracao-universal-dos-direitos-humanos ), como explica o diretor para as Américas da HRW, José Miguel Vivanco, em entrevista à repórter Beatriz Drague Ramos, da Rádio Brasil Atual.

Na visão do dirigente, é surpreendente que Jair Bolsonaro (PSL) tenha vencido as eleições após endossar a prática de tortura e outros abusos ( https://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2018/brasil-que-bolsonaro-quer-fome-analfabetismo-violencia-e-ditadura ). "A retórica do atual presidente durante a campanha, foi uma retórica anti-direitos humanos, contrária a valores básicos e aos princípios elementares de proteção, especialmente das minorias, isso é algo nunca visto", criticou.

No capítulo introdutório ( https://www.hrw.org/world-report/2019/keynote/autocrats-face-rising-resistance ) do relatório divulgado pela entidade, o diretor executivo Kenneth Roth expressa preocupação com "líderes autocráticos" e citou, no lançamento mundial do documento, Jair Bolsonaro como exemplo. Em relação ao Brasil, Vivanco destaca que esforços para "supervisionar" e "monitorar" organizações não-governamentais podem minar o "papel independente que exercem em uma sociedade aberta e democrática”.


Ouça a reportagem na íntegra:


Você pode conferir a partir de 18'32"
 





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