Deputado Rogério Marinho promete aprovar mudanças nas aposentadorias no primeiro semestre do próximo ano. Modelo chileno defendido por Paulo Guedes levou a maioria dos aposentados do país a receberem menos que um salário mínimo.
Reforma trabalhista relatada por Marinho destruiu direitos sem criar os empregos prometidos
O deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN) vai comandar a Secretaria Especial de Previdência Social do governo Bolsonaro, que vai ficar submetida ao Ministério da Economia. O nome de Marinho foi confirmado nesta terça-feira (11) pelo futuro ministro Paulo Guedes.
Marinho foi o relator da
"reforma" trabalhista (
https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/12/brasil-e-um-dos-lugares-mais-perigosos-para-trabalhar-e-cenario-deve-piorar ) do governo Temer, aprovada em 2017.
Ele tentou se reeleger, mas foi derrotado (
https://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2018/ministro-e-relator-da-reforma-trabalhista-nao-conseguem-reeleicao ). Agora, deverá fazer a articulação com o Congresso Nacional para tentar aprovar a proposta de reforma da Previdência. Ele promete aprovar mudanças nas aposentadorias ainda no primeiro semestre de 2019, mas ainda falta clareza na equipe de Bolsonaro sobre o modelo previdenciário a ser adotado.
Durante a campanha, Guedes defendeu o modelo de
capitalização (
https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/09/capitalizacao-da-previdencia-e-risco-para-aposentados ) para as aposentadorias. Essa proposta é criticada, pois impõe que a contribuição seja feita apenas pelos trabalhadores em contas individuais.
É o mesmo modelo que foi aplicado no Chile (
https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/12/entre-a-opcao-individualista-do-chile-e-o-sistema-solidario-do-brasil ), ainda durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Hoje, 91% dos aposentados chilenos recebem em média R$ 694, menos do que o salário mínimo vigente no país.
Já a reforma trabalhista que, segundo o governo Temer, estimularia a criação de empregos, também não vem mostrando resultados. Segundo dados do IBGE, o número de desempregados só registrou queda recente por conta do
crescimento da informalidade (
https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/11/taxa-de-desemprego-diminui-mas-aumenta-o-numero-de-trabalhadores-sem-direitos ). O total dos trabalhadores sem direito a aposentadoria, fundo de garantia, férias e 13º salário chegou a 11,6 milhões, em outubro, um aumento de 5,9% em relação a igual trimestre de 2017.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA