Data de publicação: 11 Out 2018




por Valmir Ribeiro

 

A Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participou, dias 9, 10 e 11 de outubro, da 310ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde – CNS que discutiu, entre outros assuntos, a saúde do trabalhador. Os representantes da entidade, Aníbal Machado e Luiz Antônio Festino, colaboraram com estudos sobre exame toxicológico no trânsito e sua repercussão na saúde do trabalhador e da trabalhadora; eles também participaram das discussões sobre Política Nacional de Saúde Bucal; câncer de mama; agroecologia e demais assuntos em pauta.




Na avaliação e Festino, a reunião foi muito importante por reunir os 44 conselheiros que determinam toda a agenda de ações relacionadas à saúde do trabalhador, e que permitiu a estes, pela primeira vez, compreender todo o contexto e circunstâncias relacionadas ao exame toxicológico. “Nossa proposta possui uma série de encaminhamentos que resolvem as causas do problema dos transportes, não apenas as consequências. Temos como objetivo encaminhar uma resolução avalizada pelo Conselho Nacional de Saúde – CNS, ao Ministro Alexandre Moraes (STF), que, atualmente, está com a ADIN da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres – CNTTT sobre o tema”, afirmou o líder sindical e representante da NCST.

 
Clique AQUI ( http://www.susconecta.org.br/cns-critica-obrigatoriedade-do-exame-toxicologico-para-motoristas-profissionais/ ) e veja o posicionamento do Conselho Nacional de Saúde sobre o tema.





Para o Coordenador Adjunto da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalho (CIST) e representante da Nova Central no CNS, Aníbal Machado, o tema sobre exame toxicológico levou em torno de 3 horas de intensos debates, resultando em encaminhamentos práticos para sanar o problema. “O vexame que os trabalhadores de todo o segmento de transportes têm passado ao longo dos tempos; não tem apoio de ninguém, nem das autoridades do Ministério da Saúde. O exame, que custa em torno de R$ 350,00 a R$ 450,00, é impraticável dado o poder aquisitivo médio dos motoristas profissionais; com impactos que irão reduzir gastos familiares essenciais como saúde, educação e, em alguns casos, até mesmo a alimentação dos dependentes desse trabalhador. Nossa expectativa é de que o CNS consiga interromper esses exames até que seja debatido com os representantes das categorias prejudicadas, mecanismos mais eficazes e menos prejudiciais à estes trabalhadores”, reforçou.

“A Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (Cofin) do CNS, apresentou o relatório de gestão 2017. Ao observarmos a questão dos restos a pagar (RAP), constatamos que um valor exorbitante, de R$ 21 bilhões, deixou de ser destinado ao nosso precário sistema de saúde. Já estamos demasiadamente distantes do mínimo necessário de R$ 160 bilhões. Contamos, hoje, com cerca de menos de R$ 100 bilhões. Apagar 21 bilhões é um crime orçamentário. Muitas pessoas estão morrendo pela questão dos restos a pagar. É resto a pagar para hospitais, é resto a pagar para laboratórios; é resto a pagar para os recursos municipais. Municípios, estes, que não possuem, com regular frequência, recursos para pagar um mero exame médico ao cidadão. Estamos falado de gente que leva 2 anos para conseguir um exame, com dificuldades recorrentes se acesso ao medicamento necessário e um médico especialista. É preciso imediatamente corrigir esse grave problema. Não aceitamos que, na área de sáude, fiquem restos a pagar. Vidas estão se perdendo em consequência disso”,concluiu Aníbal.





Imprensa NCST