Data de publicação: 10 Ago 2018


Centrais Sindicais e movimentos sociais realizam hoje, em todo o Brasil, o “Dia do Basta” – movimento que tem por objetivo mostrar à sociedade que o País precisa de mais empregos, preservar direitos e garantir aposentadoria digna. Será um dia nacional de mobilizações e paralisações. Em pelo menos 17 Estados, estão previstos atos públicos, que devem ocorrer em até 42 das maiores cidades brasileiras. As manifestações começaram já na madrugada desta sexta (10), com protestos em portas de fábricas, garagens dos transportes públicos e outros locais de trabalho. A Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST apoia as mobilizações (saiba mais ( http://www.ncst.org.br/subpage.php?id=21033_03-08-2018_ncst-apoia-dia-nacional-do-basta-e-refor-a-empenho-em-prol-das-mobiliza-es#destaques )). 





"Estamos passando por momentos difíceis e só com a união do movimento sindical e dos trabalhadores poderemos superar essas adversidades. Não dá mais para aceitar o desemprego, a retirada de direitos e os ataques ao sindicalismo", afirma Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores.

Atos - Em São Paulo, a concentração está marcada para as 10 horas em frente ao prédio da Fiesp, na avenida Paulista. Ontem, as entidades reforçaram a convocação para o ato, com a distribuição de 30 mil folhetos à população nas estações terminais do metrô.

Wagner Fajardo Pereira, diretor do Sindicato dos Metroviários, disse à Agência Sindical que a panfletagem, além de convidar a população, denunciou as privatizações no Metrô e da Sabesp (companhia de saneamento). “Muita gente se mostrou interessada em participar. É hora de somar forças e dar um basta nos abusos contra os trabalhadores”, diz.

Para o presidente da Nova Central - SP, Luiz Gonçalves, o movimento sindical precisa “mostrar que a classe trabalhadora não aceita passivamente a situação em que o País se encontra”. “Temos desemprego, ataque aos direitos trabalhistas e ao movimento sindical. E ainda tem o risco de uma reforma da Previdência”, aponta Luizinho.

Eleição - O movimento também será marcado pela conscientização do povo sobre o processo eleitoral. Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), as Centrais escolheram como tema dos protestos a defesa dos empregos, direitos e aposentadoria. Os três eixos integram a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, que está sendo entregue aos candidatos a cargos eletivos em outubro.



Fonte: Agência Sindical