Data de publicação: 4 Jun 2018





Prefeito mantém apadrinhados e não negocia salário com trabalhadores efetivos


Mais uma constatação flagrante de descaso com o trabalhador sendo acompanhado de perto pelo presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST em Sergipe, Luís Borges de Lima. Desta vez são os trabalhadores Municipais de Neópolis, cujos direitos estão sendo negados pelo prefeito Luiz Melo de França, conhecido como Dr. Luizinho.

A manifestação dos trabalhadores pela reposição salarial de 4,84% se tornou greve geral, capitaneada por Gerinaldo Vieira dos Santos Silva, presidente do Sintramune – Sindicato dos Servidores Municipais do Município de Neópolis contando com o apoio, também, de Alvino Aquino Santos, Presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Sergipe e também vice-presidente da Nova Central Sergipe. Além dele, Genival de Jesus Dória, Presidente do SINDVESO,  Márcio Gomes, presidente do SINDIJA, Vanderley, presidente do Sindsfran e Jociene, coordenadora do Sintese participaram do ato de protesto.

Gerinaldo de Jesus, durante intervenção, afirmou que a categoria não pretende entrar em greve, mas todas as possibilidades de negociação com o Poder Executivo Municipal foram rechaçadas por Dr. Luizinho, que nem ao menos ofereceu qualquer proposta, fazendo ouvidos de mercador para os servidores efetivos do município.

O presidente da – NCST, em Sergipe, Luís Borges de Lima, vê a atitude do prefeito como o ataque de um inimigo contra quem trabalha, produz e mantém a máquina pública funcionando. “A Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST não vai cruzar os braços para esse tipo de atitude mesquinha e danosa para os trabalhadores. O prefeito tem que, no mínimo, sentar à mesa de negociação com as pessoas que o ajudaram a ocupar a cadeira de prefeito” – disse Luís Borges de Lima.

Já Gerinaldo Vieira, presidente do Sintramune, enfatizou que Neópolis, por possuir cerca de 500 servidores públicos, com apenas 60 mil reais o pleito dos trabalhadores seria contemplado. “Ao invés de atender aos servidores efetivos com um reajuste mínimo, o prefeito gasta cerca de 70 mil reais com apadrinhados políticos que se mantêm dependurados em cargos comissionados e que pouco contribuem para o desenvolvimento de Neópolis” – Concluiu o presidente do Sintramune.

Para tentar diminuir os efeitos da manifestação no município, o prefeito aproveitou a greve nacional dos caminhoneiros e decretou ponto facultativo em Neópolis. Mas de nada valeu a sua intenção de manter os servidores acuados, pois a greve geral do Sintramune não tem data para terminar. A prova disso é que, no primeiro dia de paralisação, os servidores municipais fizeram uma grande caminhada pela cidade, com carro de som, protestando contra o descaso do prefeito, com os atos sendo encerrados na frente da sede do Poder Executivo Municipal.


Fonte: NCST/SE