
O evento, realizado nesta quarta-feira (9/5), no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, contou com participação do Secretário Nacional do Plano dos Trabalhadores em Transportes Terrestres da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, Ualaci Anjo de Souza. “Em minha opinião, percebi que a deputada Christiane de Souza Yared (PR-PR) foi à única que fez intervenções importantes em defesa dos trabalhadores em transportes. Ela questionou os empresários sobre os investimentos feitos com pretexto de modernizar, e que quase sempre não acompanham a valorização e o reconhecimento dos profissionais desta área”.
O XVIII Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado em conjunto com a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, ocorreu no Congresso Nacional com o objetivo de reunir o empresariado do setor de transportes de cargas, lideranças, parlamentares, autoridades governamentais, integrantes do meio acadêmico, técnicos especializados e a sociedade em geral, sem que fosse dado espaço à classe trabalhadora de se pronunciar e defender seus pontos de vista. De acordo com o diretor da Nova Central, Ualaci Souza, a representatividade dos trabalhadores quase não existiu durante todo o encontro. “Mesmo o seminário sendo voltado nitidamente para a classe patronal, com apenas uma intervenção favorável aos trabalhadores, alguns representantes dos trabalhadores poderiam ter participado, para dar qualidade e equilíbrio ao debate. Eu pude acompanhar de perto e acabei entendendo que os patrões não estão preocupados com as melhorias para o setor de transporte como um todo, e sim em continuar lucrando a custa do descaso, do desrespeito e da morte de muitos trabalhadores que se arriscam dia e noite nesta profissão”, esclareceu o diretor da Nova Central.
Para Ualaci, é preciso que seja revisto, pelos empresários, toda forma de condução rumo à modernização. Mais do que isso; seria necessário incluir os trabalhadores em transportes terrestres, também nessas mesas de debates, e trabalhar em conjunto rumo a esta modernização no setor.
Para ele, os movimentos sindicais, as confederações e as federações na área de transportes precisam ser incluídos nessas discussões, pois se trata de vidas ceifadas que estão acima de qualquer modernização e lucro. “O cenário que temos aqui é o da aprovação, no Congresso Nacional, de leis que de nada vão beneficiar a classe trabalhadora e sim o setor empresarial”, encerrou Ualaci, NCST.
TRANSPORTE
Atualmente o setor de transporte é responsável por 4,8 milhões de empregos assalariados, autônomos e informais, entre motoristas e setores de apoio, que trabalham no transporte aéreo, marítimo, rodoviário, ferroviário e metroviário, de cargas e de passageiros, urbano e rural.
Clique
Aqui (
http://ncst.org.br/images_news/files/prog_bsb_2018.pdf ), e veja a programação.
Imprensa NCST