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Correio pode fechar agências e deixar mais de 5 mil desempregados

8 Maio 2018


Funcionários dos Correios podem perder seus empregos com a privatização


Os Sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios intensificam a luta contra a privatização da estatal, que sofre novo ataque com a ameaça de fechamento de 513 agências e a demissão de 5,3 mil funcionários.

A informação foi publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no sábado (5). Na segunda (7), os Correios confirmaram em nota que estudos para reduzir o número de agências estão sendo realizados. A empresa não confirmou o número de unidades que serão fechadas.

O presidente do Sindicato de São Paulo (Sintect-SP) e vice-presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), Elias Diviza, denuncia que a postura da direção da ECT “é inadmissível”. “Não aceitaremos que a empresa seja destruída e entregue de mão beijada à iniciativa privada”, afirma.

Para Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, o método do governo é sucatear a empresa e depois entregá-la ao setor privado. “O governo promove o desmonte da empresa, com a retirada de direitos dos trabalhadores e demissões, precarizando o ambiente e as relações de trabalho e acabando com a qualidade do atendimento à população”, aponta.

“Precisamos ter claro que o ataque aos Correios faz parte de um conjunto de ações contra o patrimônio público. Praticamente todas as empresas estão passando pelas chamadas ‘restruturações’ com o objetivo de preparar o terreno para posterior venda. Além dos PDVs, a Eletrobrás, Casa da Moeda e agora os Correios anunciam demissões de concursados”, explica.
 
A matéria no Estadão diz que, na lista de unidades a serem fechadas, há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas, que funcionam nas proximidades das que serão fechadas.

Elias Diviza lembra que não é a primeira vez que a empresa ameaça os trabalhadores com o fechamento de agências. O dirigente alerta: “Ela nunca desistiu de colocar isso em prática. Por isso, orientamos Sindicatos a manterem ampla mobilização para irmos à luta a qualquer momento e defender que o serviço de Correios seja público e 100% estatal”.





Mobilização - Nesta terça (8), o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas realizou ato em Brasília. O evento ocorreu no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, com presença de parlamentares e lideranças sindicais.





Fonte: Agência Sindical
 
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