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Aeronáutica: 'Tentar impor nossa vontade é o que menos precisamos'

4 Abr 2018


Em nota, a força defende a fidelidade à Constituição e pede para que "convicções pessoais" não fiquem acima das instituições.



O Comandante da Aeronáutica, Nivaldo Rossato, seguiu linha diferente à de Villas Bôas.


Em nota publicada nesta quarta-feira 4, data do julgamento do habeas corpus de Lula ( https://www.cartacapital.com.br/politica/supremo-racha-com-hc-de-lula-e-pt-articula-para-adiar-sessao ) no Supremo Tribunal Federal, a Aeronáutica reagiu às declarações ( https://www.cartacapital.com.br/politica/antes-de-julgamento-de-lula-villas-boas-afirma-repudiar-impunidade ) do general Eduardo Villas Bôas sobre o Exército repudiar a impunidade. Embora não mencione o comandante do Exército, a Força pediu que os militares sigam "fielmente a Constituição" e não coloquem "convicções pessoais acima daquelas das instituições".

"Os poderes constituídos sabem de suas responsabilidades perante a nação e devemos acreditar neles. Tentar impor nossa vontade ou de outrem é o que menos precisamos neste momento", diz a nota do comandante da Aeronáutica Nivaldo Rossato.

Intitulada "Esclarecimentos do Comando da Aeronáutica diante das repercussões midiáticas sobre o contexto atual", a força afirma que o Brasil está prestes a viver um dos momentos "mais importantes de sua história". Num momento como este, diz Rossato, os ânimos já acirrados "intensificaram-se ainda mais com a velocidade das mídias sociais".

As necessidades da Nação vão, contudo, "bem mais além", diz a nota. "O Brasil merece que seus cidadãos se respeitem e sejam respeitados, que os poderes constituídos atuem em consonância com preceitos éticos e morais dos quais possamos nos orgulhar, que os cidadãos possam ir e vir em segurança, além de tantos outros direitos básicos que hoje o Brasil ainda não oferece para uma boa parte do seu povo."


Leia a íntegra da nota:


O Brasil amanhece hoje prestes a viver um dos momentos mais importantes da sua história.

Hoje serão testados valores que nos são muito caros, como a democracia e a integridade de nossas instituições. Instituições essas que têm seus papéis muito bem definidos no arcabouço legal da Nação.

Num momento como este, os ânimos já acirrados intensificam-se ainda mais com a velocidade das mídias sociais, onde cada cidadão encontra espaço para repercutir a sua opinião, em prol do que julga ser o país merecedor.

Entretanto, as necessidades da Nação vão bem mais além. O Brasil merece que seus cidadãos se respeitem e sejam respeitados, que os poderes constituídos atuem em consonância com preceitos éticos e morais dos quais possamos nos orgulhar, que os cidadãos possam ir e vir em segurança, além de tantos outros direitos básicos que hoje o Brasil ainda não oferece para uma boa parte do seu povo.

Nestes dias críticos para o país, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Por isso é muito importante que todos nós, militares da ativa ou da reserva, integrantes das Forças Armadas, sigamos fielmente à Constituição, sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições.

Os poderes constituídos sabem de suas responsabilidades perante a nação e devemos acreditar neles. Tentar impor nossa vontade ou de outrem é o que menos precisamos neste momento. Seremos sempre um extremo recurso não apenas para a guarda da nossa soberania, como também para mantermos a paz entre irmãos que somos. Acima de tudo, o momento mostra que devemos nos manter unidos, atentos e focados em nossa missão.





Fonte: CartaCapital

 
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