Data de publicação: 9 Jan 2018



Ato parlamentar solene em defesa da atuação sindical, realizado na noite de terça-feira, 19 de dezembro, homenageou a Nova Central Sindical do Estado de Santa Catarina e tantos outros sindicatos e federações. A iniciativa foi do deputado Cesar Valduga (PCdoB).

“São lideranças que há anos estão na trincheira dos trabalhadores, levando o debate da retirada dos direitos, da antirreforma trabalhista, da antirreforma da previdência, com as quais querem massacrar o homem do campo e da cidade”, discursou Valduga.

O parlamentar do PCdoB defendeu a união dos representantes dos trabalhadores.

“É hora de união para reverter o retrocesso, por isso esse justo reconhecimento por tudo o que vocês fazem, porque o momento é de muita unidade, de deixarmos as vaidades de lado e de perseguirmos o interesse dos trabalhadores e de um projeto desenvolvimentista para o nosso país”.

Luciane Carminatti (PT) manifestou apoio, reconhecimento e gratidão aos sindicalistas e sindicatos.

“No meu primeiro emprego como concursada atuei como representante sindical, o governador Vilson Kleinubing resolveu transferir todos para Florianópolis, fizemos greve por 30 dias, acampamos no palácio, vendíamos sanduíches para manter pais e mães de família. A luta sindical faz a gente olhar para outros horizontes, de um lado os patrões e do outro lado os trabalhadores”, declarou Carminatti.

A deputada destacou a participação das mulheres nos sindicatos e criticou a cultura machista.

“Temos companheiros machistas, preconceituosos e racistas, nossa luta é pelo fim do preconceito e pelo protagonismo das mulheres, se não a gente não vai ser referência para o nosso povo”, insistiu a representante de Chapecó.

Dirceu Dresch (PT) parabenizou os sindicalistas e apontou as origens sindicais dos três deputados presentes na homenagem.

“Uma educadora (Carminatti), um bancário (Valduga) e um agricultor familiar”, descreveu Dresch, que demonstrou preocupação com a perda de espaço na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “A classe trabalhadora perdeu 30% da representação no Congresso Nacional”.

Dresch alertou os sindicalistas de que podem ter o mesmo destino do ex-presidente Lula, que será julgado em segunda instância pelo TRF-4, em Porto Alegre.

“Agora é ele, mas logo vão ser os sindicalistas que vão estar no banco dos réus da ditadura do judiciário e da grande mídia. Estamos vivendo novos tempos, precisamos resistir primeiro pela democracia”, propôs o representante de Saudades.




Fonte: ​Nova Central Sindical do Estado de Santa Catarina