Data de publicação: 28 Nov 2017


Em reunião realizada terça-feira (28/11), na sede da Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo (FTTRESP), filiada à Nova Central, representantes das Centrais Sindicais debateram a importância dos trabalhadores (as) em transportes participarem da Greve Geral contra a Reforma da Previdência marcada para 05 de dezembro.
 
O presidente da FTTRESP, Valdir de Souza Pestana enviou e-mail para todas às entidades filiadas à Federação com orientação para que seja decidida em assembleias específicas, a adesão dos trabalhadores (as), nesta paralisação que almeja barrar os planos do Governo Temer (PMDB), que a serviço dos banqueiros quer liquidar com o regime de aposentadorias no País.
 
Pelo texto do governo, as idades mínimas para aposentadoria serão de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Além disso, o tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral, ante os 25 anos previstos na proposta aprovada na comissão especial. Para os servidores públicos, o tempo mínimo permanecerá em 25 anos. Nos dois regimes, os trabalhadores que quiserem receber o teto da aposentadoria terão de contribuir por 40 anos.
 
“Vejo como necessário este debate na base de todas as categorias. O que está em jogo neste momento é o futuro das aposentadorias de todos. Publicar edital, convocar assembleias e legitimar a aprovação na Greve Geral só fortalecerá os Sindicatos contra eventuais multas, sanções ou outras represálias que possam aparecer. A paralização do serviço de ônibus poderá ganhar proporções gigantescas”, avalia Pestana.
 
Na visão dos sindicalistas a proposta de reforma está para os bancos assim como o leilão do pré-sal esteve para a Shell, cuja privatização beneficiou a petrolífera estrangeira em R$ 1 trilhão em desfavor aos brasileiros. E que o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) chantageia ao dizer que a reforma da previdência é necessária para preservar a economia.