Data de publicação: 20 Nov 2017


 Servidores do Distrito Federal-  DF 



A Federação Nacional dos Empregados Públicos de Serviços Hospitalares - Fenepserh, entidade filiada à CSPB, que representa o Sindicato dos dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares Sindserh, que trabalham para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares EBSERH, coordenou, na última sexta-feira (17/11), greve nacional. O movimento começou na segunda-feira (13/11), nas principais capitais do país, de acordo com o sindicato e obteve o total apoio da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB.

O presidente da CSPB, João Domingos, reafirmou a disposição de negociação da sua filiada, a Fenepserh e os seus sindicatos, sendo este o principal motivo da greve. "Precisamos restabelecer o diálogo, como forma de resolver  os conflitos de relações de trabalho no âmbito da EBSERH, não é possível estarmos num estado social de direito em que o gestor público desrespeita os representantes sindicais legítimos dos trabalhadores", afirmou Domingos.

A CSPB espera “há muito tempo” um retorno da empresa para participar da mesa de negociação para encaminhar as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH. 

A Fenepserh, que representa o nacionalmente os funcionários da EBSERH, vem reivindicando avanços no Acordo Coletivo 2017/2018, considerando-se que a Data Base é de 01 de março 2017, manutenção de direitos adquiridos nos acordos dos anos anteriores; pois há falta de materiais médico hospitalares, insuficiência de recursos humanos, condições inadequadas de trabalho, dentre outras. Hoje, os trabalhadores lutam por mais respeito, valorização e segurança para prestarem com eficiência o atendimento ao público.





A coordenadora de acordos coletivos da federação, Auricélia Lopes, afirma que não é desejo da classe parar as atividades e o movimento de greve cresce a cada dia: “Estamos contando com o apoio de mais seis estados que já estão paralisados desde o dia 13/11/2017 (Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas e Pernambuco/Petrolina). Informamos que o Hospital Universitário de Brasília só funcionando com 30% dos setores de internações e os demais setores administrativos, ambulatoriais e de exames eletivos foram suspensos 100% das suas atividades”.

De acordo com o  presidente da entidade no DF,  Edleuzo Cavalcante  Sindserh-DF a greve mobiliza cerca de 1500  funcionários e não tem prazo determinado para acabar. “o movimento não vai prejudicar o funcionamento do hospital, por manter um quantitativo mínimo de servidores trabalhando. Apenas as cirurgias já estão sendo desmarcadas e a Empresa responsável pela Gestão dos Hospitais Universitários se mantém na inércia diante do caos que vem se instalando nos Hospitais Universitários que aderiram ao movimento”.

A categoria exige para voltar a suas atividades, melhores condições de trabalho. Se mobilizam também contra o fechamento de leitos da Clínica Médica. Segundo o Fenepserh, é um retrocesso que ocasiona a redução no atendimento aos usuários do SUS nos Hospitais Universitários no Estado.





Fonte: Secom CSPB