Data de publicação: 7 Nov 2017

NOTA DA NOVA CENTRAL SOBRE A ENTREVISTA DO PRESIDENTE DO TST: IVES GANDRA À FOLHA DE SÃO PAULO ( http://ncst.org.br/images_news/files/Nota%20da%20Nova%20Central.pdf )
Editorias de Economia e Política



 

Ao defender as novas regras que entram em vigor no próximo sábado (11/11), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acaba se equivocando. Ao contrário do que teria dito sobre a reforma trabalhista, o número de desempregados irá aumentar. Podendo com isso, precarizar e subtrair direitos e conquistas da classe trabalhadora, acabando por aniquilar muitas das entidades de representação sindical.
 
Por outro lado, a Nova Central, em defesa da organização sindical brasileira, da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT e dos direitos sindicais dispostos no artigo 8º. da Constituição, se reserva no direito de apoiar aquilo que for melhor para os trabalhadores e trabalhadoras e para as nossas entidades sindicais, mas, rejeitaremos, com a firmeza que nos é peculiar, aquelas propostas que, em nome de uma falsa modernização, sejam apenas desmontes da nossa legislação sindical e trabalhista.
 
A NCST reafirma sua posição de que somente com investimento, qualificação e valorização do trabalho voltaremos ao crescimento da economia, com leis que protejam a integridade do trabalhador, principal patrimônio brasileiro. Por isso, continuará lutando para que projetos que flexibilizem a relação capital e trabalho sejam combatidos e extintos, e que a Consolidação das Leis Trabalhistas, direito adquirido após anos de lutas da classe trabalhadora, movimentos sindicais e sociais, seja fortalecida e prevaleça sobre quaisquer circunstâncias.
 
É importante que o ministro tenha a sensibilidade de entender o quão prejudicial esta reforma é para os trabalhados e trabalhadores, sendo que a sua única intenção é de rasgar a CLT e retirar direitos adquiridos durante anos de lutas.

Ante ao exposto, e diante do cenário sombrio que hora se apresenta, mais uma vez, reforçamos nossa orientação de que todos os trabalhadores lutem contra essas tentativas de usurpação dos direitos dos trabalhadores brasileiros.
 



José Calixto Ramos
Presidente da NCST